Para Haddad, criminosos são responsáveis por vandalismo

O prefeito Fernando Haddad (PT) classificou como "atrocidade" os atos de vandalismo que aconteceram nessa terça-feira, 18, na cidade de São Paulo, durante manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus. "O que aconteceu aqui é uma atrocidade com a cidade, o prédio da prefeitura é do povo. Gestos como o de ontem não contribuem para o funcionamento da cidade. A cidade quer funcionar, as pessoas têm o direito de chegar em casa", disse o prefeito em coletiva nesta quarta-feira, 19. Ele classificou de "criminosos" os que estão agindo com atos de vandalismo

BEATRIZ BULLA E GUSTAVO PORTO, Agência Estado

19 de junho de 2013 | 13h22

Na noite dessa terça o prédio da Prefeitura e o Teatro Municipal, assim como outros locais, foram pichados. Mais de 20 estabelecimentos comerciais foram depredados com saques ou incêndio.

Apesar da crítica, o prefeito ressaltou o caráter democrático do protesto da maior parte dos manifestantes, que não agiu com violência. Haddad avaliou que "o apelo que se faz desde o começo (dos protestos) é preservar o ambiente democrático" e, ao ser indagado sobre a demora da Polícia Militar em agir nos protestos, disse que a pergunta deveria ser feita ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella. "O policiamento é do governo do Estado", explicou.

Haddad, conversou, por telefone, sobre as manifestações com o governador, Geraldo Alckmin (PSDB). De acordo com o prefeito, há uma preocupação por parte da PM com a garantia da integridade física dos manifestantes, principalmente depois do ocorrido no protesto da última quinta-feira, dia 13.

"A polícia tem muita parcimônia para preservar a integridade física das pessoas. Existe uma preocupação grande da PM no momento de só agir em último caso", disse Haddad, que afirmou ainda confiar no secretário de Segurança Pública. Segundo Haddad, mais de 60 pessoas foram presas por conta das depredações.

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