Para Hamas, novo líder egípcio causa mesmo sofrimento que Mubarak

O grupo islâmico Hamas, atordoado com o fechamento pelo Egito de sua fronteira com Gaza, disse nesta segunda-feira que a nova liderança islâmica no Cairo estava impondo o mesmo sofrimento no enclave palestino que o ex-presidente deposto Hosni Mubarak.

NIDAL AL-MUGHRABI, Reuters

13 de agosto de 2012 | 14h18

O Egito fechou o terminal de passageiros de Rafah há uma semana, depois que militantes não identificados mataram 16 policiais egípcios perto da fronteira com Gaza antes de lançarem um ataque contra o vizinho Israel, que foi rapidamente contido.

O Hamas negou as especulações de que alguns dos agressores haviam cruzado a fronteira vindos de Gaza e acusou o Egito, liderado desde junho por um presidente islâmico, Mohamed Mursi, de impor uma punição coletiva sobre os palestinos empobrecidos.

"Sofremos com o regime injusto de Mubarak que participou do bloqueio (israelense) de Gaza. Por que devemos sofrer agora na era da revolução e da democracia do Egito?", questionou o ministro do Interior do Hamas, Fathi Hammad.

"Pedimos que a liderança egípcia ordene a reabertura da passagem de Rafah para aliviar o sofrimento dos palestinos que querem viajar, estudantes, pacientes, residentes em países terceiros e peregrinos", acrescentou em comunicado.

O Egito afirmou nesta segunda-feira que vai abrir a passagem temporariamente mais uma vez, mas apenas durante três dias, principalmente para permitir viagens para casos humanitários como palestinos que procuram assistência médica no exterior, e estudantes, afirmou uma autoridade do Hamas.

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