Paris vai aplicar 'lei seca' na Avenida Champs-Elysées

Administração municipal quer evitar bebedeiras e brigas na região central

Ana Carolina Moraes, BBC

11 de janeiro de 2008 | 17h20

A Secretaria de Segurança Pública de Paris vai proibir o consumo e a venda de bebidas alcoólicas na famosa Avenida Champs-Elysées, um dos principais pontos turísticos da capital francesa. A "lei seca", que vai vigorar todos os dias entre 16h e 7h, também será estendida a outras ruas do bairro, incluindo as famosas Avenida Montaigne e o Faubourg Saint Honoré, onde está a sede da Presidência da República. Também será proibida a venda de bebidas para viagem entre meia-noite e 7h da manhã. A medida foi adotada a pedido da prefeitura do 8ème arrondissement de Paris, bairro onde, além da Avenida Champs-Elysées, estão localizados pontos turísticos como o Arco do Triunfo ou o Grand Palais, criado para a exposição universal de 1900.Sem badernaSegundo o prefeito do bairro, François Lebel, o objetivo é evitar que a região se torne uma zona de baderna e bebedeira. "Muitos jovens da periferia de Paris, que não são desejados no bairro, perambulam bêbados durante a noite pela Avenida Champs-Elysées, o que perturba a calma dos moradores", afirma. Segundo ele, brigas e gritos são comuns nas ruas da região. Atualmente, doze outros setores de Paris com forte concentração de bares, restaurantes, e discotecas já adotam medida similar. É o caso da região do Quartier Latin, onde fica a Universidade da Sorbonne, do boêmio bairro de Pigalle, onde fica o célebre cabaré Moulin Rouge, ou da região da Bastilha.A circular que prevê a interdição, assinada no dia 31 de dezembro, entra em vigor assim que o texto for publicado no órgão oficial do município e que todos os comerciantes forem informados da nova legislação. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública não há um limite legal para a entrada em vigor da circular, o que pode levar dias, semanas ou, até mesmo, alguns meses.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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