PF: donos de cooperativas admitem adulteração de leite

A Polícia Federal (PF) ainda tentava prender até o fim da tarde dois acusados de integrar um esquema de adulteração de leite nas cidades mineiras de Uberaba e Passos. Até o momento, 25 pessoas já foram detidas, além da apreensão de computadores e documentos. Segundo o delegado da PF Davidson José Chagas, os donos da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande e da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) admitiram o crime. O esquema consistia em adicionar em 10% da embalagem de leite uma mistura de ácido cítrico, citrato de sódio, soda cáustica, sal, açúcar e, às vezes, peróxido de hidrogênio (água oxigenada). O objetivo era aumentar o volume e dar maior longevidade do produto. As duas cooperativas, cuja produção diária estimada é de 400 mil litros de leite por dia, cometiam a fraude há pelo menos dois anos e forneciam para empresas como a Calu e a Parmalat. Ainda segundo a PF, os funcionários das cooperativas disseram que eram ameaçados de demissão para realizar a mistura. De acordo com o Ministério Público (MP) em Uberaba, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor já determinou a interdição cautelar da Coopervale e a apresentação do Leite Integral Longa Vida UHT das marcas Centenário, Parmalat e Calu, encontrado na fábrica e no mercado revendedor da região. Amostras do produtos apreendidos na Operação Ouro Branco ainda serão analisados para verificar se eles estão impróprios para o consumo humano.

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