Por segurança, Anac proibirá vôo de 25 aeronaves

Companhias não realizaram a instalação de equipamento obrigatório; suspensão vale a partir de agosto

da Redação, estadao.com.br

04 Julho 2008 | 09h59

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai suspender, a partir de 4 de agosto, as licenças para vôo de 25 aeronaves comerciais de passageiros, cargas e de uso misto (passageiros e cargas) de 10 companhias aéreas que não realizaram a instalação obrigatória do Sistema de Alerta de Tráfego e Anti-Colisão, mais conhecido como TCAS II.  Veja também:Mortos do vôo da Gol foram pilhados logo após a tragédiaFalha humana causou tragédia da Gol Após um ano, familiares voam sobre destroços da GolParentes de vítimas de acidentes aéreos querem lei para indenizaçõesEspecial sobre a crise aérea  Esse equipamento é obrigatório no Brasil desde janeiro de 2006 para todas as aeronaves configuradas para transportar mais de 19 passageiros ou que tenham peso de decolagem superior a 5,7 toneladas, sejam elas comerciais ou privadas. A Anac determinou ainda que todas as 10 empresas entreguem, até 18 de julho, uma nova programação de suas respectivas malhas aéreas, excluindo as aeronaves irregulares.As companhias aéreas mais atingidas serão a Passaredo (carga e passageiros) e a Skymaster (carga), que terão, respectivamente, 100% e 83% de suas frotas impedidas de voar. As demais companhias com aeronaves irregulares são a Meta (67% da frota), a Puma Air (67%), a Rico (50%), a Beta (33%) e a TAF (25%). A Trip terá uma de suas 13 aeronaves paralisada.Duas aeronaves da VarigLog também estão irregulares, mas uma delas já estava impedida de voar devido a problemas de segurança operacional detectados pela fiscalização da Anac há duas semanas. Outra empresa afetada é a Air Minas. Ela possui cinco aeronaves sem o TCAS II, porém quatro delas já contam com uma versão mais simples do equipamento, o TCAS I. Nesse caso específico, a Anac deu prazo à Air Minas até 1º de janeiro de 2009 para a instalação nessas quatro aeronaves da versão II do TCAS, que é mais completa.Os aviões irregulares (incluindo as quatro aeronaves da Air Minas que possuem somente o TCAS I) representam 5,8% do total de 496 aeronaves registradas pela Anac em operação na aviação comercial brasileira.  Os passageiros que já tiverem comprado passagem aérea e também as pessoas físicas e jurídicas que tenham contratado serviços de transporte aéreo de carga para vôos a partir de 4 de agosto nas 10 companhias sem TCAS II poderão requerer a devolução do dinheiro pago, caso sejam afetados pelas mudanças de vôos das empresas. As empresas poderão regularizar a situação das aeronaves, desde que comprovem à Anac a instalação do TCAS II.

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