Presidente da Petrobras defende 25% de etanol na gasolina

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, defendeu nesta quinta-feira o aumento da mistura de etanol na gasolina dos atuais 20 por cento para 25 por cento, aliviando as importações do combustível pela estatal.

Reuters

04 de outubro de 2012 | 14h38

"Assim que o etanol voltar a ocupar novamente 25 por cento, nós ficaremos muito satisfeitos porque o perfil das nossas novas refinarias é para a produção de diesel, que tem uma demanda no Brasil impressionantemente grande ... Então, a melhor solução para a gasolina é o etanol voltando a 25 por cento, aí a gente importa menos gasolina", disse Graça Foster, como prefere ser chamada, durante coletiva de imprensa em evento em São Paulo nesta quinta-feira.

O especialista em energia e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, disse à Reuters que um aumento imediato da mistura de etanol na gasolina em cinco pontos percentuais (de 20 para 25 por cento) permitiria à Petrobras reduzir pela metade as atuais importações de gasolina, o que provocaria uma grande melhora para as finanças da estatal.

As compras externas de gasolina pela estatal estão em 80 mil barris diários e poderiam cair para 40 mil barris por dia.

Segundo Pires, entre 1o de outubro e 25 de dezembro tradicionalmente aumentam o consumo e as importações de gasolina, devido à atividade econômica do país.

A estatal importa o combustível por preços maiores do que revende no mercado interno porque o governo, controlador da Petrobras, não permite o repasse da volatilidade dos preços do petróleo para os combustíveis.

Para aliviar as perdas da estatal, que anunciou prejuízo de 1,3 bilhão de reais no 3o trimestre, o primeiro em 13 anos, o governo federal tem dado sinais de que pode tomar ainda este ano uma decisão sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina, que poderia entrar em vigor em 2013.

(Reportagem de Fabíola Gomes, em São Paulo, e Leila Coimbra, no Rio de Janeiro; Reportagem adiciona de Bruno Federowski)

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