Primeiro dia do Enem foi trabalhoso, diz estudante da BA

Os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Colégio Central, no bairro de Nazaré, em Salvador, queixaram-se do primeiro dia "cansativo". Segundo a estudante Graziela Costa Castro, de 18 anos, postulante a uma vaga em Psicologia, a prova estava trabalhosa. "A maioria das questões não era difícil, mas dava muito trabalho, exigia atenção", relatou. "Um exame com 90 questões deveria dosar mais perguntas mais diretas com outras mais longas."

TIAGO DÉCIMO E LIEGE ALBUQUERQUE, Agência Estado

22 Outubro 2011 | 17h46

Rodrigo Paiva Junior, de 20 anos, contou que na sala dele os fiscais alertaram para a proibição de lápis e borracha e recolheram bolsas e mochilas na entrada, deixando o material em um canto. "Eles não deixaram um estudante usar as canetas que levou, porque não eram transparentes", conta. O jovem só conseguiu fazer a prova depois de conseguir outra caneta emprestada, segundo Rodrigo.

Mudança de endereço

Em Manaus, três locais de aplicação das provas de hoje do Enem tiveram de ser mudados, ontem, porque as escolas previstas para a aplicação estavam destelhadas, após um vendaval no dia 10 de outubro. Segundo o coordenador regional do exame, Edson Melo, os estudantes foram avisados da mudança por telefone ou e-mail. "Mesmo assim, tivemos fiscais nos endereços antigos, orientando os alunos das trocas de endereços, que foram para escolas próximas das originais. Por fim, tivemos alguns atrasados que perderam a prova, mas não por conta da mudança de endereço e sim pelo trânsito", afirmou.

Ainda de acordo com Melo, no Amazonas não houve registro de problemas em provas ou atrasos pelo início do exame seguir o horário brasileiro de verão, com duas horas de diferença em relação ao horário do Estado. "Foi amplamente divulgado que os alunos deveriam estar às 10 horas para a prova, pelo menos uma hora antes."

O aluno do terceiro ano Gabriel Guimarães, de 17 anos, chegou cedo à escola no bairro da Compensa, onde prestaria o exame pela segunda vez. "Fiz no ano passado como teste e estava bastante nervoso. Já nesse ano estou bem tranquilo até porque o que mais me estressou foi o trânsito e a possibilidade de chegar atrasado, o que esse ano me fez chegar uma hora mais cedo", contou. Gabriel quer cursar Engenharia Civil.

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