PT quer ampliar apoio para Dilma em 2014, diz presidente do partido

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta segunda-feira que o partido trabalha para manter em 2014 a aliança com os partidos que apoiaram a eleição da presidente Dilma Rousseff em 2010 e ampliar "ainda mais" o apoio com partidos que aderiram à base aliada ao longo dos últimos dois anos.

Reuters

25 de março de 2013 | 19h27

O comentário ocorre num momento de crescente crítica dentro do PT à figura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que estava na coligação que elegeu Dilma em 2010 e faz parte do governo, mas que vem criticando ações da gestão petista e dá sinais de que pode se lançar à Presidência no próximo ano.

"Todo nosso empenho vai nessa direção... manter a base de sustentação de todos os partidos que hoje apoiam o governo Dilma e de preferência ampliar", disse ele a jornalistas em São Paulo, depois de um encontro com representantes estaduais do PT para avaliar a situação do partido nos Estados.

Falcão rebateu a afirmação feita por integrantes da oposição, e também por Campos e outro governador do PSB, Cid Gomes (Ceará), de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou o processo eleitoral ao lançar Dilma à reeleição em fevereiro durante um evento em comemoração aos 10 anos do PT na Presidência da República.

Ao comentar os ataques referentes à antecipação da campanha eleitoral, Falcão afirmou que o discurso de Lula reafirmando que Dilma era a candidata do PT em 2014 foi para dentro do PT.

"O (ex-)presidente (Lula) não deu início ao debate eleitoral. O (ex-)presidente desfez qualquer tipo de dúvida que se instalara a partir de especulações de que ele seria candidato (à Presidência da República), e não a presidente Dilma", afirmou.

Um novo encontro com representantes estaduais deve ocorrer nos próximos meses para discutir candidaturas estaduais e a "sintonia com o projeto nacional", segundo Falcão.

Sobre uma candidatura petista para o governo de São Paulo, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, disse que o partido busca consenso para definir o candidato até a metade deste ano.

Entre os nomes citados por ele estão quatro ministros de Dilma: Guido Mantega (Fazenda), José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde).

(Reportagem de Ana Flor, em Brasília)

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