Rodovia Castelo Branco pode ser prolongada

Parado há trinta anos, o projeto de prolongar a rodovia Castelo Branco até o oeste do Estado de São Paulo está sendo retomado. O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Estado de São Paulo, Ricardo Rossi Madalena, assinou nesta segunda-feira, 02), em Dracena, a ordem de serviço do estudo técnico e ambiental para estender a rodovia até o município de Lupércio, na região de Marília.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

02 de setembro de 2013 | 16h09

A empresa contratada pelo DNIT tem prazo de sete meses para apresentar o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. O estudo indicará se o trecho, com cerca de 60 quilômetros, terá pista simples ou dupla, dependendo da demanda de tráfego. A obra, prevista para começar em 2014, reduzirá a distância entre a Alta Paulista e a capital. O novo trecho, a ser construído com verbas federais, ligará a Castelo Branco à rodovia João Ribeiro de Barros (SP-294), formando um novo corredor rodoviário para o Mato Grosso do Sul pela ponte sobre o rio Paraná, em Pauliceia, inaugurada em 2010.

A Castelo Branco é considerada a primeira rodovia expressa do Brasil. Concebida na década de 1960 para ligar a região metropolitana de São Paulo ao extremo oeste paulista, na divisa com o atual Mato Grosso do Sul, a então Auto-Estrada do Oeste teve a construção iniciada em 1963 pelo governador Adhemar de Barros. O primeiro trecho com 160 km foi inaugurado em 1968 por Abreu Sodré. A obra seguiu por etapas até chegar, em 1982 ao município de Espírito Santo do Turvo, na região de Ourinhos, na gestão de Paulo Maluf. Dos 670 km previstos, a partir do Cebolão, na capital, foram feitos 315.

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