Rússia rejeita zona de exclusão aérea na Síria

A Rússia rejeita a ideia de uma zona de exclusão aérea na Síria, disse neste sábado o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista à Sky News Arabia.

Reuters

18 de agosto de 2012 | 10h21

Nenhum membro do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu formalmente uma zona de exclusão aérea, mas a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse no dia 11 de agosto que os EUA e a Turquia avaliavam todas as medidas para ajudar os rebeldes sírios que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad, incluindo a restrição aérea.

Contudo, a Sky News Arabia informou neste sábado em seu website que Lavrov e a Rússia são fortemente contrários à ideia.

"O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que seu país rejeita a imposição de uma zona de exclusão aérea na Síria", disse o website.

O fechamento do espaço aéreo por parte da Otan e seus aliados árabes ajudou os rebeldes líbios a derrubarem Muammar Gaddafi no ano passado.

Os comentários de Hillary foram os que mais aproximaram Washington de uma intervenção militar na Síria. Mas a sugestão ganhou poucos adeptos até agora.

Dias depois do comentário de Hillary, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, afirmou que a zona de exclusão aérea não era um assunto primordial, enquanto o embaixador norte-americano em Ancara disse aos jornais turcos que havia grandes obstáculos legais e práticos para levar a cabo tal plano.

Lavrov também afirmou que a solução para o caso da Síria era o acordo de Genebra, que pede a criação de um governo de unidade nacional no país.

Potências internacionais acordaram em junho que tal governo deveria ser criado na Síria para acabar com o conflito entre Assad e os opositores que tentam derrubá-lo.

(Reportagem de Sami Aboudi)

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