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''Se há benefícios, não existe contraindicação absoluta''

Diaulas Costa Ribeiro, PROMOTOR DE JUSTIÇA DE DEFESA DOS USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE

Fernanda Bassette, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

Depois de estudar o relatório da Anvisa que embasa a proposta de proibir as drogas para emagrecer, o promotor Diaulas Costa Ribeiro, do Ministério Público do Distrito Federal, afirma ser contrário à proibição. Para ele, os argumentos apresentados não convencem.

O senhor se posicionou contra a proibição desses medicamentos. Por quê?

Os argumentos são de uma mãe superprotetora. A Anvisa editou uma nota técnica que f0i feita sem a participação de ninguém. E os artigos científicos usados não amparam a decisão.

Por que não?

Porque são muito antigos. Os mais recentes são revisões bibliográficas que não trazem nada novo. E o estudo mais novo, sobre a sibutramina, foi feito em um grupo de pacientes que não deveria ser medicado. Moral da história: não há fundamentação para proibir. Se há benefícios, não há contraindicação absoluta.

O que pode acontecer, caso essas drogas sejam proibidas?

A proibição abre espaço para um mercado paralelo. Essas drogas vão parar nas mãos de traficantes. Quem quer emagrecer não vai deixar de tomar, faz qualquer sacrifício para perder peso. Essas pessoas deixarão de ter acompanhamento médico.

O senhor também citou o álcool e o cigarro na audiência.

Nada mata mais que o álcool e o cigarro. O controle cabe à Anvisa. Eu quero ver quem é que tem coragem de ir para a frente e proibir álcool e cigarro por causa dos riscos que eles oferecem à saúde. É uma briga que ninguém compra.

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