Setor de serviços contrai no ritmo mais rápido desde 2009--PMI

Após mostrar recuperação em junho, o setor de serviços voltou a registrar contração em julho no Brasil, no ritmo mais rápido desde 2009, devido à demanda mais fraca, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit divulgada nesta sexta-feira.

CAMILA MOREIRA, Reuters

03 de agosto de 2012 | 10h43

Ao recuar para 48,9 em julho, após atingir 53,0 no mês anterior, o indicador mostrou a segunda contração do setor em três meses, indicando "de um modo geral, uma taxa modesta de declínio", de acordo com o Markit. A marca de 50 pontos é a que divide contração de expansão.

A leitura do setor de serviços acompanha assim a da indústria, que mostrou em julho contração pelo quarto mês.

Segundo a pesquisa, a atividade de negócios diminuiu em quatro subsetores de serviços em julho, sendo que Aluguéis e Atividades de Negócios registrou a maior redução.

"Embora o volume de novos negócios recebidos pelas empresas monitoradas tenha aumentado pelo segundo mês consecutivo em julho, a taxa de crescimento foi marginal apenas e mais fraca do que a média de longo prazo para as séries", explicou o Markit em nota.

Segundo as empresas consultados, o aumento da demanda foi limitado pelo agravamento das condições econômicas.

Cerca de 5 por cento das empresas pesquisadas relataram redução na quantidade de trabalhos em processamento, contra 3 por cento que registraram aumento.

Diante da leitura fraca do indicador em julho, o nível de emprego aumentou apenas modestamente. Embora tenha havido criação de postos de trabalho em todos os meses desde agosto de 2009, o ritmo registrado em julho foi o mais fraco desde setembro de 2011.

Cerca de 6 por cento das empresas relataram aumento das contratações em junho, sendo que a criação mais forte ocorreu no subsetor de Correios e Telecomunicação.

EXPECTATIVA

A pesquisa mostrou ainda que as empresas esperam um aumento na atividade durante os próximos 12 meses --uma entre duas empresas pesquisadas acredita que o nível de atividade seja mais alto durante o próximo ano, diante de previsões de crescimento econômico melhor e demanda mais elevada.

Ainda assim, em julho o nível de otimismo foi o mais baixo desde janeiro de 2011, mostrando recuo pelo quarto mês seguido.

Nesta semana, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o seu Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2,1 por cento em julho na comparação com junho.

Essa piora na avaliação da FGV foi influenciada tanto pela percepção do setor em relação ao momento atual quanto pelas expectativas para os próximos meses.

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