Síria promete reformas e culpa potências por instabilidade

Mais 1,1 mil mebros das forças de segurança do país foram mortos, afirma governo sírio

STE, REUTERS

07 de outubro de 2011 | 09h38

HANIE NEBEHAY - A Síria prometeu nesta sexta-feira, 7, realizar reformas democráticas e culpou as potências estrangeiras pelos protestos armados no país e a mídia por promover uma guerra de propaganda contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

 

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O vice-ministro de Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad, disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que mais de 1,1 mil membros de equipes de segurança foram mortos na revolta. Ele discursou um dia após a Organização das Nações Unidas afirmar que o número de mortos desde março na repressão aos protestos superou 2,9 mil.

Autoridades sírias vêm reprimindo duramente os protestos pró-democracia exigindo o fim do governo de 41 anos da família Assad, que foram inspirados nas revoltas populares que derrubaram líderes no Egito, Tunísia e Líbia este ano.

Enviados britânicos, franceses e norte-americanos aproveitaram o fórum de Genebra para pedir que a Síria interrompa as execuções, detenções arbitrárias, torturas e desaparecimentos forçados de civis.

"O governo da Síria vai continuar seu trabalho para reforçar os direitos humanos para que possamos estabelecer uma sociedade democrática em linha com a lei da ordem, em linha com o que as pessoas merecem e almejam", disse Mekdad.

"Estamos enfrentando a hegemonia do Ocidente e dos Estados Unidos e seu protegido Israel em nossa região. A Síria hoje é alvo de ameaças terroristas", acrescentou. "As forças de segurança se tornaram mártires. Mais de 1,1 mil foram mortos por terroristas que são abastecidos com armas de alguns de nossos países vizinhos."

Segundo ele, não houve bombardeio de civis e tanques foram usados apenas para proteger as forças de segurança da violência.

O Conselho de Direitos Humanos realizava um debate de três horas sobre os números da Síria, como parte de sua avaliação regular de todos os países-membros da ONU.

Mekdad disse que a Síria saudava uma revisão imparcial de seus números, mas acrescentou que "países ocidentais não ligam para os direitos humanos, eles só se preocupam em assegurar os embarques de petróleo e minerais que eles vão saquear."

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