SP espera outorga para usar Paraíba do Sul, diz Arce

O secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, disse que o governo estadual espera resolver rapidamente a questão da outorga para a transposição do sistema Paraíba do Sul para o Cantareira. "As coisas estão muito bem encaminhadas para que tenhamos essa outorga. É um assunto que está em andamento e que em breve teremos solução para começar essa obra", afirmou, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo que investiga o contrato entre a Prefeitura e a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp).

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

12 Novembro 2014 | 12h39

Arce também defendeu a água de reúso para a recuperação dos mananciais e reiterou que existem dois projetos nessa direção. Ele destacou que a iniciativa é um dos processos mais rápidos disponíveis para aliviar a situação dos reservatórios. "Isso está sendo usado no mundo inteiro", disse.

Durante seu depoimento, o secretário destacou ainda as medidas tomadas pelo Estado para reduzir o consumo e garantir o abastecimento de água para a região metropolitana de São Paulo. "Já temos preparada a segunda reserva técnica para ser utilizada provavelmente na próxima semana", disse, apontando também obras emergenciais para tratamento de água e o segundo bônus para consumidores que economizarem água, em vigor desde o início do mês.

Segundo ele, obras estruturais e de maior dimensão devem entrar em operação até o final do próximo ano. "Precisamos ver qual resultado vamos obter com o novo bônus. O objetivo é que até o fim de abril tenhamos os reservatórios no volume máximo possível para atender um novo período de seca", afirmou.

Questionado sobre um posicionamento do governo estadual em relação ao vazamento do áudio da presidente da Sabesp, Dilma Pena, no qual ela admite que "superiores" barram as ações de mídia da empresa, Arce afirmou que a posição do governo é a mesma manifestada por Dilma em carta enviada à CPI. "Não existe essa ordem. Está valendo para nós, do governo, essa posição, o que está exposto na carta", frisou.

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