Total de mortos no Quênia chega a 1.000; partidos negociam

O número total de mortos nos conflitosno Quênia após a eleição presidencial do ano passado chegou a1.000, informou a Cruz Vermelha nesta terça-feira, quandolíderes políticos adversários iniciaram a parte mais delicadade suas negociações de paz até o momento. Conflitos no oeste do Quênia nos últimos dias entre gruposétnicos rivais aumentaram o número de mortos, disse a CruzVermelha. "Mil pessoas morreram desde o início do conflito", disse ochefe da Cruz Vermelha, Abbas Gullet, em entrevista coletiva emNairóbi. A maioria das mortes foi resultado de conflitos étnicos,brigas entre manifestantes e policiais, e assaltos, em um dospiores momentos da história do Quênia desde sua independênciada Grã-Bretanha, há 44 anos. O que começou como uma disputa sobre a reeleição dopresidente Mwai Kibaki em 27 de dezembro, acabou se tornando emondas de assassinato entre tribos rivais que sempre sedesentenderam a respeito da divisão de terras, riqueza e poderdeixada pelo regime colonial britânico. Cerca de 304.000 quenianos ficaram desabrigados pela crise,de acordo com a Cruz Vermelha, porém o número deve crescer. Sob mediação do ex-secretário-geral da Organização dasNações Unidas (ONU), Kofi Annan, o governo e a oposiçãoconcordaram na segunda-feira alguns itens para conter aviolência e ajudar os desabrigados. Nesta terça-feira, eles começam o item número três daagenda -- "a crise política crescente após os resultadoscontestados da eleição presidencial." Essa é a principal questão a ser resolvida pelo governo deKibaki e a oposição, liderada por Raila Odinga, até metade defevereiro, prazo estabelecido por Annan. (Por Duncan Miriri e Helen Nyambura-Mwaura)

REUTERS

05 de fevereiro de 2008 | 08h46

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