USP discute transferir curso da Poli para a Baixada Santista

Engenharia de Petróleo deve sair da capital para ser oferecida em Santos; prefeitura também quer outros cursos

Carlos Lordelo / ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2011 | 00h00

O governo paulista quer levar cursos da Universidade de São Paulo (USP) para a Baixada Santista, com o objetivo de atender à demanda por profissionais especializados em petróleo e gás. Pelas negociações, o bacharelado em Engenharia de Petróleo deve ser o primeiro a se mudar para um futuro câmpus da USP em Santos, que também quer cursos de logística e oceanografia.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, discute parcerias para viabilizar cursos na região e tenta convencer o reitor João Grandino Rodas a instalar unidades no litoral. "A Baixada terá um dos maiores crescimentos econômicos do País nos próximos anos."

A USP diz que a possível implantação de unidades na Baixada não passa de tratativas, mas informa que o interesse em ter cursos na região é "histórico".

Com a economia baseada no turismo e na movimentação do maior porto da América Latina, Santos passa por um momento de virada desde a descoberta do petróleo no pré-sal. De olho na demanda por mão de obra qualificada, o prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB) busca parcerias com USP, Petrobrás e Autoridade Portuária para formar pessoal especializado. "A vinda da USP confere à Baixada a excelência técnica necessária para se manter nesse mercado emergente", disse Papa.

Oportunidade. A possibilidade de aproximar a USP dos investimentos do pré-sal anima o diretor da Escola Politécnica, José Roberto Cardoso. "É estratégico para a Poli ir para Santos. Precisamos de recursos para pesquisa e ter nossos alunos mais perto do polo empregador."

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