Notícias e artigos do mundo do Direito: a rotina da Polícia, Ministério Público e Tribunais

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PF prende nove, troca tiros e mata suspeito por tráfico do PCC e do Comando Vermelho para a Europa

Operação Commodity, nesta quinta-feira, 23, cerca grupo que usava criptoativos, holdings e empresas de fachada para ocultação patrimonial; Justiça bloqueia R$ 1 bilhão de empresas e pessoas físicas que enviavam a droga em navios misturada com sacas de café e de cimento

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Foto do autor Fausto Macedo
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Fernandinho Beira-Mar fala em documentário e culpa presídios federais por avanço das facções no País

‘Territórios – Sob o Domínio do Crime’, do Globoplay, mostra como PCC e Comando Vermelho passaram a influenciar, de forma estrutural, a economia e a política do. Crédito: Reprodução | Divulgação Globoplay

A Polícia Federal abriu na manhã desta quinta-feira, 23, a Operação Commodity e prendeu nove suspeitos de ligação com as duas maiores facções do crime organizado do País, PCC e Comando Vermelho, para o tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais em “escala bilionária”. Em meio à ofensiva, na cidade de Igaratá – Vale do Paraíba, a cerca de 90 quilômetros da capital paulista – os agentes federais cercaram um homem que reagiu a tiros. Atingido, ele recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu no local, informou a PF. Nenhum policial ficou ferido.

A base da Commodity é no Rio de Janeiro. Por ordem judicial, a PF também executou medidas cautelares diversas da prisão em outros alvos, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Agente da PF durante a operação; grupo investigado é suspeito de enviar cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e utilizar criptoativos, holdings e empresas de fachada para ocultação patrimonial Foto: Divulgação/Polícia Federal

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De acordo com a PF, a operação visa desarticular sofisticada organização criminosa, de caráter transnacional e dedicada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais em grande volume.

A Operação Commodity foi desenvolvida no contexto da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos Estados de São Paulo e Minas.

Na ação desta quinta, policiais federais e estaduais saíram às ruas para cumprir 13 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão simultaneamente em São Paulo, Minas, Santa Catarina e Espírito Santo.

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A investigação aponta que o grupo estruturou uma complexa rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia, voltada à exportação marítima de cocaína para o continente europeu.

Segundo a PF, desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa e mantinha vínculos operacionais com as duas maiores facções criminosas em atuação no Brasil, o PCC e o Comando Vermelho.

Para ocultar o entorpecente em contêineres e burlar a fiscalização alfandegária, os investigados faziam uso da camuflagem da droga em sacas de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias – cocaína diluída em garrafas de refrigerante.

O grupo movimentou valores bilionários por meio de uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial, destaca a PF. O esquema operava sob diferentes tipologias de lavagem de dinheiro, que incluíam empresas “noteiras” e de fachada; “cripto-doleiros”; bens de luxo e imóveis de alto padrão.

Os investigados vão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

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