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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

CPI da Braskem: oposição resiste a indicar líderes e tenta isolar Renan Calheiros

Em busca de apoios, senador promete comissão ‘técnica e objetiva’ em meio ao risco de colapso em uma mina da petroquímica em Maceió

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Por Augusto Tenório
Atualização:

A oposição no Senado age para protelar a instalação da CPI da Braskem, apesar do risco de colapso em uma mina da petroquímica em Maceió, o que deixa a população local em alerta máximo. Nos bastidores, senadores afirmam que uma CPI daria palanque político para o senador Renan Calheiros (MDB-AL), autor da proposta de instalação do colegiado e ligado ao governo Lula.

A CPI da Braskem já coletou todas as assinaturas necessárias para sua instalação e o requerimento foi lido em plenário pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas os líderes partidários ainda não indicaram representantes, o que atrasa as atividades do colegiado. Renan promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) se não houver a instalação da CPI.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) Foto: Ed Ferreira/Estadão

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“Trata-se do maior crime ambiental do mundo. A CPI é para averiguar, técnica e objetivamente, a responsabilidade jurídica nas reparações. A empresa pagou R$ 1,7 bilhão à prefeitura de Maceió, mas não priorizou o atendimento às pessoas. CPI não é contra ninguém, é para averiguar responsabilidade jurídica”, afirmou Renan à Coluna.

Para senadores da oposição, Renan Calheiros fez da CPI da Covid um palanque político para desgastar o governo Jair Bolsonaro, e não querem repetir a experiência. O parlamentar nega que fará uso político no caso da Braskem. Ainda assim, a oposição prefere esperar para ver se o alagoano vai, de fato, recorrer ao STF para abertura da comissão.

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