Grã-Bretanha legaliza uso terapêutico da cannabis
O governo britânico anunciou nesta quinta-feira a legalização do uso terapêutico da cannabis, mas adiantou que não se trata de um passo em direção à despenalização do uso recreativo. Crédito: afp
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) bateu em 2025 o recorde de autorizações para importar medicamentos à base de cannabis. No ano passado, o órgão autorizou 194,7 mil importações, média de 533 por dia. Em 2015, quando a medida foi liberada, a média era de apenas duas aprovações diárias.
O crescimento foi de 16% em relação a 2024, quando a agência deu aval a 167,3 mil solicitações de pacientes para importar remédios à base de cannabis. Veja a evolução anual:
Agência vai revisar regras de produtos à base de cannabis em 2026
Neste ano, a Anvisa vai revisar a regulamentação de produtos à base de cannabis, publicada em 2019. Uma das propostas em discussão previa a manipulação desses medicamentos em farmácias, mas a Anvisa retirou esse trecho do texto submetido à diretoria.
Além da autorização à manipulação dos remédios à base de cannabis, o órgão regulador decidirá sobre o registro desses medicamentos dermatológicos e administrados por via bucal e sublingual. Até então, só são permitidos os usos oral e inalatório.
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Governo tem até março para apresentar regras de cultivo de cannabis
Em outra frente, o governo Lula tem até março para apresentar ao Superior Tribunal de Justiça um regulamento para o cultivo de cannabis para fins medicinais. Em outubro, a meia hora do prazo final, a Advocacia-Geral da União pediu à Corte mais tempo para definir as regras, como mostrou a Coluna.
Uso medicinal da cannabis
Medicamentos derivados da cannabis são usados no tratamento de diversas doenças, a exemplo de esquizofrenia e epilepsia. Geralmente, a base da preparação é o canabidiol (CBD), que não tem efeito psicoativo. Essa ação neurológica da planta acontece por causa de outro composto da cannabis, o tetrahidrocanabinol (THC), que tem uso muito mais restrito em remédios.
A Anvisa passou a autorizar a venda no País de medicamentos à base da planta em 2019, mas os remédios são caros e produzidos por poucos laboratórios, o que faz com que a procura pela importação siga crescendo.









