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PGR aponta ‘provável organização criminosa’ em atuação de ex-assessora de Lira

Mariângela Fialek é considerada braço-direito de Arthur Lira para a viabilização de emendas parlamentares

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Foto do autor Eduardo Barretto
Atualização:

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Mariângela Fialek, assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e alvo da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 12, controlava emendas parlamentares desviadas do orçamento secreto para uma “provável organização criminosa”. A Operação Transparência foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo a PGR, a apuração da PF sobre o caso “está encorpada com significativos elementos, materializados em diversos depoimentos e análises policiais”. A investigação aponta, de acordo com a Procuradoria, para a “atuação ilícita” de Fialek.

“Fialek desponta exercer o controle de indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de uma provável organização criminosa voltada à prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”, afirmou a PGR ao ministro Flávio Dino.

A PF pediu que Fialek fosse afastada do cargo público, mas Dino atendeu à solicitação em parte: manteve Fialek no cargo, mas a proibiu de atuar em funções relacionadas a emendas parlamentares.

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília, um deles no gabinete de trabalho de Mariângela na Câmara. Os supostos crimes investigados são peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

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Mariângela Fialek foi assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão Lira. Atualmente, de acordo com o portal da Casa, ela é lotada na liderança do PP, partido do deputado.

Polícia Federal cumpre busca e apreensão em gabinete da Câmara dos Deputados usada por Mariangela Fialek, assessora de Arthur Lira na Presidência que cuidava de emendas parlamentares Foto: Wilton Junior/Estadão

A investigação começou a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que acusou Lira de manipular o orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão. O deputado José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, também foi ouvido pela Polícia Federal.

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