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Haddad pede coragem a petistas e fala em fazer propostas, diz presidente da CUT

Para Vagner Freitas, partidos de esquerda e movimentos democráticos têm de se unir a candidato derrotado na oposição a Bolsonaro

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Por Daniel Weterman
Atualização:

Durante reunião ampliada da Executiva Nacional do PT, nesta terça-feira, 30, o candidato derrotado à Presidência Fernando Haddad  pediu coragem aos aliados, de acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. Haddad teria afirmado ainda que podem contar com ele na oposição ao governo de Jair Bolsonaro e na elaboração de propostas para o País. O petista deixou a reunião sem falar com a imprensa 

"Ele falou de coragem, que não podemos aceitar a violência, não podemos aceitar que o nosso povo fique intimidado. Temos que dizer que o povo tem com quem lutar, contar com Haddad, com os partidos de esquerda e com os movimentos democráticos, para que não haja retrocessos", relatou Freitas.

Fernando Haddadfala para apoiadores após derrota para Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições Foto: FOTO: JF DIORIO / ESTADÃO

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Segundo assessores, Haddad fez uma rápida exposição no encontro, no qual agradeceu aos colegas de partido pelo empenho na eleição. De lá, o petista seguiria para casa. Ainda segundo auxiliares, Haddad deve passar os próximos dias com a esposa Ana Estela, que está em férias, e não deverá visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba nesta semana.

Além do ex-prefeito paulistano, participam a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann; os ex-ministros José Sérgio Gabrielli e Celso Amorim; o secretário-geral do partido, Romênio Pereira; o tesoureiro da sigla, Emidio de Souza; o líder na Câmara, Paulo Pimenta e o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, entre outros. Emídio e Greenhalgh estiveram reunidos ontem, em Curitiba, com Lula. 

Para Gleisi,  Haddad sai maior que a própria sigla do processo eleitoral. "O PT dará todas as condições para que ele (Haddad) exerça o papel de articulador da frente de resistência com movimentos sociais e outros partidos políticos", disse a senadora, em coletiva há pouco após reunião do Diretório Nacional do PT. Na avaliação de Gleisi, Haddad é a grande liderança do partido depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril em Curitiba. "Ele não precisa ter cargo no partido para participar de deliberações do PT, tanto que participou da reunião de hoje", afirmou. Para a presidente do PT, a frente democrática de "resistência" não abarca necessariamente a bandeira "Lula livre". "O que nos une é a defesa da democracia. Para alguns, como para nós, é a defesa da democracia e do presidente Lula, mas as pessoas são livres", disse.

Neste momento, o PT discute a atuação de movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) durante o governo Bolsonaro. O partido sugere "proteção física e retaguarda jurídica" para esses movimentos. Até o momento, representantes da legenda não esclareceram em detalhes como se daria este apoio.