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Flávio Bolsonaro diz que o pai quis indicá-lo ao STF na vaga de André Mendonça, mas ele recusou

Senador revelou, durante sabatina de Flávio Dino, que Jair Bolsonaro queria colocá-lo na vaga de André Mendonça; veja vídeo

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Por Ricardo Corrêa
Atualização:

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 13, que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quis indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga que acabou destinada ao ministro André Mendonça. Segundo o senador, ele não aceitou a proposta por querer continuar na política. A declaração foi dada em questionamento ao ministro Flávio Dino, durante a sabatina do indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à mesma função.

Flávio Bolsonaro revelou que o pai o questionou sobre indicação ao STF, mas que ele preferiu ficar na política Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

“O presidente, o então presidente Bolsonaro, quando da indicação do ministro André Mendonça, virou pra mim e falou: ‘Flávio, você não quer... O que você acha de você ser o indicado para o Supremo Tribunal Federal?’, já que se discutia que a indicação fosse de um evangélico como ele havia prometido na campanha eleitoral. Eu falei: ‘presidente, apesar de eu ser advogado, o que eu sou é político, o que eu gosto de fazer é política. Indique o nome do André Mendonça, que é preparado para essa missão e eu vou poder ajudar muito mais aqui no Senado Federal. E eu acredito que com a ajuda do presidente Davi (Alcolumbre) eu acho que eu teria até alguma chance de passar aqui no Senado Federal”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Alcolumbre, que também comandava a CCJ na época, segurou por meses a marcação da sabatina de André Mendonça, pois era contrário ao seu nome. Nos bastidores, a explicação mais utilizada era que o senador preferia que Augusto Aras, então procurador-geral da República, fosse o escolhido em vez do então ministro da Justiça. Contudo, Alcolumbre acabou cedendo e a sabatina foi marcada para dezembro do ano passado. O ministro foi aprovado no plenário do Senado com 47 votos favoráveis e 32 contrários, na votação mais apertada desde a redemocratização.

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