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Foto de Bolsonaro na galeria de presidentes do Planalto é substituída por imagem em preto e branco

A troca dos quadros é protocolar e simboliza que o presidente da vez deixou o cargo. Somente o atual chefe do Executivo tem direito a uma foto colorida em exposição na galeria

Foto do author Weslley Galzo
Por Weslley Galzo
Atualização:

BRASÍLIA - A foto colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com a faixa presidencial sobre os ombros em exibição na galeria dos presidentes do Palácio do Planalto foi substituída nesta segunda-feira, 2, por uma imagem dele em preto e branco.

A troca dos quadros é protocolar e simboliza que o então presidente deixou o cargo. Somente o atual chefe do Executivo tem direito a uma foto colorida em exposição na galeria. O quadro com a retrato do novo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contudo, ainda não foi instalado.

BRASILIA DF 3/04/2019 POLITICA Planalto inclui foto de Bolsonaro na Galeria dos Presidentes - O Palácio do Planalto incluiu hoje (3) o retrato oficial do presidente Jair Bolsonaro na Galeria dos Presidentes da República. FOTO Valter Campanato/Agência Brasil Foto: undefined / undefined

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Agora, quem visita a galeria dos presidentes no Planalto vê a fotografia de Bolsonaro em preto e branco, como as dos demais presidentes que o antecederam, a exemplo de Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT). O próprio Lula possui uma foto sua em preto e branco exibida no local, correspondente ao seus dois mandatos presidenciais entre 2003 e 2010.

A galeria dos presidentes fica localizada no andar térreo do Palácio do Planalto, próxima à entrada, e exibe uma foto de perfil de todos os presidentes desde a proclamação da República.

No último dia 3 de novembro, logo após ser anunciada a vitoria de Lula sobre Bolsonaro nas eleições de 2022, o quadro com a imagem do ex-presidente Temer foi derrubado da galeria durante a passagem de integrantes do PT pelo local para dar início à transição de governo. A moldura de vidro chegou a trincar e precisou ser substituída.

A queda simbólica causou diferentes reações na ocasião por causa do contexto em que ocorreu. O emedebista é constantemente chamado de “golpista” por político petistas sob acusações de ter conspirado a favor do impeachment de Dilma, argumento que é rechaçado por membros do MDB e outros políticos de direita.

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