Bolsonaro atuou com Trump, segundo PF
Para investidores, o ex-presidente e o filho, Eduardo, foram responsáveis pela ameaça do presidente americano de taxar o Brasil em troca de anistia. Crédito: Aguirre Talento/Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se em solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que tiveram os vistos revogados pelos Estados Unidos. “A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, diz a nota publicada pelo governo federal na manhã deste sábado, 19.

O presidente ainda chamou a ação tomada pelo governo de Donald Trump de “mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”.
A revogação dos vistos foi anunciada nesta sexta-feira, 18, pelo secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio. Além de Alexandre de Moraes, alvo prioritário da medida, mais sete ministros do STF foram atingidos: Luís Barroso, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Edson Fachin e ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Só ficaram de fora da lista de sanções impostas pelo governo americano André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.
O anúncio foi feito após a decisão de Moraes que impôs uma série de medidas restritivas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vai usar tornozeleira e está proibido de acessar redes sociais.
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“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito”, acrescentou a nota do governo.
A suspensão dos vistos foi a mais recente ação de uma série de ataques públicos de Trump contra o Judiciário brasileiro e a ação do golpe, que mira Bolsonaro. Em carta enviada ao ex-presidente nesta quinta-feira, 17, Trump exigiu que julgamento da ação penal “deve terminar imediatamente”. Afirmou ainda que o tarifaço de 50% a produtos brasileiros anunciado por ele na semana passada é uma “manifestação de desaprovação” ao julgamento.
Em resposta, o presidente Lula declarou que o Brasil é um país soberano e que não vai se submeter a interferências estrangeiras.





