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Pacheco diz que vai pedir ao STF nomes de parlamentares monitorados pela 'Abin paralela'

Presidente do Senado disse que as investigações apontam para a ‘gravidade’ dos fatos, caso se confirme que deputados e senadores foram espionados clandestinamente

Foto do author Gabriel Hirabahasi
Por Gabriel Hirabahasi

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta segunda-feira, 29, que encaminhará um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a lista de nomes de deputados federais e senadores que possam ter sido monitorados “clandestinamente” pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).”

‘Encaminharei ao Supremo Tribunal Federal ofício solicitando os possíveis nomes de parlamentares clandestinamente monitorados pela Agência Brasileira de Inteligência, dada a gravidade que um fato dessa natureza representa”, afirmou.

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, em entrevista coletiva, no Senado Foto: Roque de Sá/Agencia Senado

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A Polícia Federal investiga se existia uma espécie de “Abin paralela” durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa estrutura serviria, segundo a apuração, para monitorar ilegalmente autoridades e adversários políticos do núcleo bolsonarista.

Na semana passada, o ex-diretor da Abin e atual deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), foi alvo de busca e apreensão por causa da investigação. A pressão de Pacheco acontece no dia em que a PF cumpre novos mandados de busca e apreensão, um deles contra o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Também acontece poucos dias depois de o presidente do Senado protagonizar uma discussão pública com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que cobrou dele uma postura mais firme em relação às operações da PF contra parlamentares. Valdemar chegou a chamar Pacheco de “frouxo”. O presidente do Senado respondeu de forma enfática, dizendo ser “difícil manter algum tipo de diálogo com quem faz da política um exercício único para ampliar e obter ganhos com o fundo eleitoral”.

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