O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articulou intensamente e na surdina a derrubada da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Ontem à tarde, ele previu em conversa com um senador que Messias teria apenas 33 votos favoráveis. Quase acertou em cheio. Foram 34 votos favoráveis – o candidato de Lula precisava de 41.
O placar derrubou completamente as expectativas governistas que falavam em apoio de 45 senadores.

Como a votação é secreta, Alcolumbre conseguiu “traições” ao governo em partidos como Republicanos, PSD, União Brasil, Avante, entre outros. PL e Novo já havia fechado voto contrário à indicação e formavam um bloco expressivo de 30 senadores.
O presidente do Senado nega a articulação, mas já vinha insatisfeito há muito tempo desde que seu candidato preferido, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A rejeição a Messias teve duas finalidades.
A primeira passar um recado do Senado ao STF diante dos escândalos do banco Master. Na visão de senadores ouvidos pela coluna, a sociedade brasileira demandava uma resposta do Senado.
O Parlamento não vai aceitar passivamente a “hipertrofia” do Supremo e o perfil dos indicados de Lula, que são indicados por serem da confiança do presidente.
A segunda foi enviar um recado ao próprio Lula, que contrariou Alcolumbre.
Nesta quinta-feira, será votado o veto do presidente à redução de penas para os condenados no 8 de janeiro e o resultado deve ser uma derrubada parcial – uma segunda derrota para o governo.
É a primeira derrubada a de uma indicação de um ministro do Supremo desde o presidente Floriano Peixoto. Operadores políticos ainda fazem os cálculos do impacto para as eleições de outubro.









