Aids na Índia afeta quase 60% menos do que estimava a ONU

Os novos dados são obtidos com ajuda internacional, inclusive das Nações Unidas

Agencia Estado

06 Julho 2007 | 16h18

A Índia tem menos de 2,5 milhões de soropositivos, o que representa quase 60% menos do que os 5,7 milhões estimados pela ONU, disse uma importante fonte de saúde do país nesta quarta-feira, 4. A Índia era considerada o país com o maior número de vítimas do vírus da Aids, mas a cifra foi revista, com base em dados mais atualizados, e colocou África do Sul e Nigéria à frente. O anúncio do novo número deve ser feito oficialmente na sexta-feira, 6, mas a Reuters teve acesso a ele por meio de um funcionário que pediu anonimato. Os dados foram calculados com ajuda de agências internacionais, inclusive a ONU e a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAid). "O novo número é um pouco abaixo de 2,5 milhões", disse o funcionário, muito ligado ao programa indiano de controle da Aids. "Uma queda de 3,2 milhões afeta o quadro global do HIV", disse. Em todo o mundo, cerca de 40 milhões de pessoas são portadoras do vírus da Aids. A cifra anterior, de 5,7 milhões, foi inferida do monitoramento de locais onde havia coleta de amostras sanguíneas de grupos como grávidas, usuários de drogas injetáveis e prostitutas, ao longo de quatro anos. Mas a nova Pesquisa Nacional de Saúde Familiar, que toma a população toda por base, indicou que a estimativa de 5,7 milhões de soropositivos era exagerada. A pesquisa testou amostras de 102 mil pessoas. Os 2,5 milhões de pacientes deixam a Índia atrás da África do Sul, que tem cerca de 12% dos seus 47 milhões de habitantes contaminados, e da Nigéria, com 3 milhões de casos. A Organização Nacional de Controle da Aids, da Índia, que deve lançar na sexta-feira um ambicioso plano de US$ 2,8 bilhões, não quis comentar a nova estimativa.

Mais conteúdo sobre:
aids índia onu áfrica do sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.