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Degelo na Antártica prejudica vida marinha

ANDREA VIALLI, com AGÊNCIAS - O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2010 | 00h 00

O degelo das geleiras da Antártica deve afetar a fauna e a flora marinha dos países da América Latina e trazer prejuízos econômicos no futuro próximo, advertiu ontem o Instituto Antártico, do Equador.

"Os oceanos estão se tornando cada vez mais ácidos, em razão das entradas de um maior volume de água doce, decorrente do derretimento das geleiras", explica José Olmedo, diretor do instituto. O especialista participou de uma reunião sobre o tema, nas Ilhas Galápagos, que reuniu representantes de 50 países, entre eles o Brasil, e terminou ontem em Quito, no Equador.

A principal conclusão do encontro é que o aquecimento global já afeta os ecossistemas da Antártica. A acidificação dos oceanos, segundo Olmedo, debilita a vida dos organismos marinhos, como pinguins, focas e aves, e os obriga a migrar para outras regiões em busca de alimento, além de reduzir populações de peixes e outras espécies.

Olmedo ressaltou que o derretimento do nível das geleiras, que elevará o nível do mar, trará consequências para a população costeira de todo o continente. O especialista propõe que os países latino-americanos aumentem os estudos sobre a influência das mudanças climáticas no continente gelado. "O que afeta a Antártica afetará toda a América Latina", diz.

SUSTENTABILIDADE

Empresas questionam óleo de palma nos EUA

Mais um grande grupo anunciou ontem nos Estados Unidos que vai rever os contratos com fornecedores de óleo de palma. A General Mills, do setor de alimentos, anunciou que vai parar de comprar óleo de palma de empresas acusadas de desmatamento na Indonésia, como a Sinar Mas. "Estamos preocupados com o papel que a produção do óleo de palma tem na devastação das florestas tropicais", anunciou a companhia em seu site. Nos últimos anos, ONGs têm alertado as empresas sobre os crescentes desmatamentos em regiões da Ásia para o plantio de palma. Outras empresas, como Unilever, Nestlé, Kraft e Burger King, haviam rompido contratos com a Sinar Mas pelo mesmo motivo.

FLORESTAS

Cartilha orientará para acesso a crédito

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão responsável pela concessão de florestas, está lançando um guia sobre como obter crédito para atividades florestais. A publicação, de 40 páginas, apresenta 14 linhas de financiamento disponíveis para o setor florestal. As linhas de crédito são voltadas a atividades como reflorestamento e manejo.

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