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IDH do Brasil cresce puxado por taxa de alfabetização

Da BBC Brasil - BBC

18 Dezembro 2008 | 18h 06

País mantém 70º lugar em ranking do Índice de Desenvolvimento Humano.

O crescimento na taxa de alfabetização no Brasil fez com que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país apresentasse crescimento entre 2005 e 2006. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil manteve a 70ª posição no ranking de 179 nações (dois países a mais que no ano anterior). A 70ª posição foi conquistada pelo Brasil no ano passado, quando o país passou a integrar o grupo de países de "alto desenvolvimento humano" (com IDH de 0,800 ou mais). Segundo o PNUD, os números divulgados nesta quinta-feira foram recalculados com nova metodologia e indicam que o Brasil atingiu IDH de 0,802 em 2005 e de 0,807 em 2006, ficando em 70º lugar em ambos os anos. O índice varia de 0 a 1. Os dados da agência da ONU indicam que o fator mais relevante para a melhoria do país foi o crescimento no índice relativo à taxa de alfabetização. O Brasil também melhorou em outros dois indicadores que compõem o índice: PIB per capita e longevidade. A entidade afirma que os novos números indicam que a taxa de alfabetização brasileira aumentou de 88,6% para 89,6% (10,4% de analfabetismo). De acordo com o PNUD, a taxa bruta de matrícula, outro indicador usado para monitorar o desempenho de um país em educação, não sofreu alteração no Brasil. O país aparece na 65ª posição no ranking do IDH referente à educação. Longevidade e renda Além de educação, o cálculo do IDH leva em conta longevidade e renda. A expectativa de vida no Brasil, segundo o PNUD, passou de 71,7 anos em 2005 para 72 anos em 2006. O país é o 80º colocado no quesito longevidade. Em relação à renda, a agência da ONU aponta que, apesar de o Brasil ter avançado em relação ao ano anterior, o indicador ainda é um fator que puxa o IDH do país para baixo. O Brasil aparece em 77º lugar no quesito renda. Os dados do PNUD sugerem, no entanto, que a diferença de sete posições no ranking do IDH e no PIB per capita pode ser vista como um dado positivo para o Brasil por indicar que o país consegue fazer, melhor do que outros, com que a renda se transforme em melhor desenvolvimento humano para a população. No ranking geral, o Brasil aparece abaixo da Albânia e acima do Cazaquistão, ambos com IDH de 0,807, mas com pequenas variações no cálculo com cinco casas decimais. O primeiro lugar é ocupado pela Islância, com IDH de 0,968, seguida por Noruega (com 0,968, mas com número inferior no cálculo de cinco casas decimais) e Canadá (0,967). O país com menor IDH é Serra Leoa, com 0,329. Metodologia Em relação ao ano passado, o Brasil foi ultrapassado pela Venezuela (que ficou em 61º lugar no ranking, com IDH de 0,826), por Santa Lúcia e por dois novos países a entrar na lista: Montenegro e Sérvia. O Brasil ultrapassou Rússia, Ilhas Maurício, Bósnia-Herzegóvina e Tonga. Segundo a lista do PNUD, 12 países da América Latina têm desempenho superior ao do Brasil no ranking. Neste ano, três países (Montenegro, Sérvia e Libéria) foram acrescentados na lista e um foi retirado - o Zimbábue, segundo o PNUD, não apresentava números de PIB per capita confiáveis. De acordo com a agência da ONU, a maior alteração na metodologia usada neste ano para o cálculo do IDH foi resultado de uma atualização do Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) nos dados que compôem o PIB per capita, ajustado pela paridade do poder de compra. O PNUD afirma que, até o ano passado, para efeito de comparação de PIBs entre países, eram usados preços de 1993 - e a revisão atualizou os preços para 2005. O novo cálculo provocou a revisão do PIB de 70 países para baixo, e de outras 60 nações, para cima. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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