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Advogados de acusados em operação da PF negam quadrilha

Por FAUSTO MACEDO E BRUNO BOGHOSSIAN
Atualização:

O criminalista Celso Vilardi, que defende Rosemary Noronha, vem rebatendo com veemência, desde o início da Operação Porto Seguro, as acusações da Polícia Federal. Rose ainda não foi notificada para apresentar sua defesa. A cada 15 dias ela vai à Justiça Federal para assinar termo de comparecimento, imposição que lhe foi feita pela juíza Adriana Zanetti, da 5.ª Vara Criminal Federal.Vilardi afirma que não há nos autos qualquer indício de que Rose tenha praticado atos ilícitos, nem corrupção passiva, nem tráfico de influência. Ele estuda os termos da defesa que entregará à Justiça. "No decorrer do processo ficará demonstrada a total inocência da Rose, ela não fez parte de quadrilha nenhuma", reage o advogado."Há um equívoco no relatório (da PF)", argumenta Vilardi. "Ela (Rose) era muito amiga de Paulo Vieira, fez reformas em imóveis dele, além ter decorado e comprado objetos de decoração. A maioria das mensagens trocadas está relacionada a estes temas. A Polícia confunde relacionamento pessoal e privado com a função que ela exercia e solicitações que recebia", pondera o criminalista.O ex-advogado adjunto da União José Weber Holanda afirma que não recebeu nenhuma vantagem da organização, nem passagens de cruzeiro. "Eu comprei as passagens."O advogado Leônidas Scholz, que defende Paulo Vieira, repudia os termos da acusação da Procuradoria da República. "A denúncia não aponta nenhum crime ao Paulo porque ele não cometeu nenhum crime."O criminalista Milton Fernando Talzi sustenta que a acusação a seu cliente, Marcelo Vieira, irmão de Paulo, "é uma obra de ficção, uma fantasia".O advogado Claudio Pimentel, que defende o ex-senador Gilberto Miranda, disse que não discutirá o caso pela mídia.O consultor-geral da União Arnaldo Godoy afirma que não conhece Miranda, Ele disse que desconhecia as relações de Weber Holanda com pessoas citadas na Porto Seguro. "Tinha como certo que eu atendia a uma demanda do Gabinete, na tentativa de solucionar um problema entre órgão e ente da Administração Pública. Minha reação se deve à confiança que tinha no dr. Weber." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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