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Anac vai fechar aeroportos do País em situação 'crítica'

Presidente da Agência afirmou que o problema mais freqüente é falta de estrutura dos aeroportos

Por Luciana Nunes Leal
Atualização:

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai fechar os médios e pequenos aeroportos não administrados pela Infraero que tiverem em estado "crítico", a maioria pertencentes a prefeituras, até que eles passem a cumprir as exigências da Agência. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 25, por sua presidente, Solange Paiva Viera, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.   Solange disse que um grupo de trabalho da Anac está fazendo levantamento detalhado das condições desses aeroportos e tem detectado que os problemas mais freqüentes não são tanto de segurança de vôo, como por deficiências nas pistas, mas sobretudo pela falta de estrutura no espaço físico, como ausência de raios X.   A presidente da Anac enfatizou que todos os aeroportos, mesmo os menores, especialmente do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, devem seguir regras internacionais que exigem equipamentos mínimos para o funcionamento. "As regiões que mais precisam de aviões são as que têm mais problemas", afirmou.   A audiência da presidente da Anac foi marcada para esclarecimentos sobre as condições do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ela informou que a partir do próximo mês todos os pilotos que operam em Congonhas terão de fazer um treinamento especial, como já acontece no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pois ambos têm localização diferenciada, que exige técnicas mais apuradas de pouso e decolagem (o primeiro é margeado pela baía da Guanabara e o outro é rodeado por edifícios).   Acidente em Congonhas   O chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, presente na audiência pública, afirmou que um dos treinamentos mais importantes para os dois aeroportos é o de arremetidas (nova decolagem no procedimento de pouso).   Kersul Filho disse que as investigações sobre o acidente com o Airbus da TAM em Congonhas, em julho do ano passado, que resultou em 199 mortes, mostram que a tragédia poderia ter sido evitada se o piloto tivesse arremetido, tentativa que não houve, conforme o brigadeiro. "É preciso estar bem treinado para este procedimento", disse. O brigadeiro informou que o relatório final da comissão de investigação do acidente da TAM deverá estar pronto em no mês de julho.

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