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Brasil detém 'baronesa do tráfico', diz 'La Nación'

Mulher de Fernandinho Beira-Mar, advogada comandava negócios de seu marido, relata jornal.

Por BBC Brasil
Atualização:

Reportagem publicada nesta sexta-feira pelo diário argentino La Nación relata a prisão da mulher do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar, a advogada Jaqueline Alcântara de Morais, descrita como "a baronesa do tráfico de drogas". O jornal comenta que ela "foi detida por comandar a compra e a venda de drogas e de armas, a lavagem de dinheiro e os homicídios que seu marido ordenava a partir da prisão". A reportagem observa que, apesar de Fernandinho Beira-Mar estar preso desde 2001 e ter sido transferido 11 vezes de prisão neste período, sua organização "continuava funcionando, apesar de Beira-Mar estar detido em uma cela sem acesso a telefones". Segundo o jornal, "a polícia descobriu que os familiares, encabeçados por Jaqueline, recebiam ordens precisas de Beira-Mar". "Essas ordens eram transmitidas a partir da prisão de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a mais segura do país, onde o traficante passa seus dias", diz o texto. Segundo o jornal, "assim ele conseguia manter viva a organização, apesar de que em dois anos de investigação foram apreendidos 750 quilos de cocaína, quatro toneladas de maconha, armamento, veículos e um avião". A reportagem comenta que "Jaqueline demonstrou ter o mesmo pulso firme e capacidade de organização que ele" e que ela "tem o privilégio especial de ser a subcomandante da organização, posição que as demais mulheres de Beira-Mar não conquistaram". "Uma delas, a quem o traficante pagou os estudos desde os 12 anos, está com proteção policial porque contou detalhes da organização e foi ameaçada de morte", relata o jornal. "Outra de suas mulheres teve menos sorte. Enquanto Beira-Mar estava na prisão, se relacionou com outro homem. O traficante mandou matar ambos e depois mutilar seus corpos. Seus restos foram deixados expostos na favela, como uma verdadeira mensagem mafiosa", conclui o texto. Outro jornal argentino, o Clarín, também destaca a prisão, afirmando que "o maior mafioso do narcotráfico do Rio de Janeiro, o célebre Luis Fernando da Costa, ou Fernandinho Beira-Mar, preso desde 2005 numa prisão de segurança máxima, nunca deixou de comandar os negócios de seu cartel da droga, com ramificações internacionais e em todo o país". A reportagem afirma, porém, que com a prisão de Jaqueline "a Polícia Federal cortou suas asas". O texto comenta que a prisão foi conseqüência da "Operação Fênix", lançada após um ano de investigações. O jornal relata que "ela foi detida em sua casa, na zona norte do Rio de Janeiro, e tinha em seu poder US$ 200 mil". "Outras 11 pessoas foram detidas em diferentes Estados brasileiros, o que dá uma idéia das ramificações da quadrilha", diz o Clarín. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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