Cantora Marília Mendonça morre aos 26 anos em acidente aéreo

Queda da aeronave ocorreu no interior de Minas Gerais, onde artista tinha um show marcado para esta noite; mais quatro pessoas morreram

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Foto do author João Ker
Foto do author Gonçalo Junior
Por João Ker e Gonçalo Junior
Atualização:

A cantora Marília Mendonça, de 26 anos, morreu nesta sexta-feira, 5, após a queda de um avião de pequeno porte em uma cachoeira próximo ao município de Caratinga, a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte, no interior de Minas Gerais.

Também morreram o seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Junior e copiloto do avião Tarcísio Pessoa Viana. O avião decolou de Goiânia com destino a Caratinga, onde Marília teria uma apresentação esta noite.

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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou em nota que o avião atingiu um cabo de uma torre de distribuição da companhia no município de Caratinga. Não está claro qual o papel desse choque para a queda da aeronave.

A Polícia Civil afirmou, em entrevista coletiva na noite desta sexta-feira, que não tem condições de determinar a causa do acidente aéreo, mas encontrou destroços de uma antena de energia elétrica no local da queda da aeronave. "A gente não pode falar sobre a causa do acidente. Há destroços de uma antena que sugere que o avião tenha colidido com essa antena", afirmou Ivan Salles, delegado regional da Polícia Civil de Caratinga.

“A perícia compareceu ao local e fez os trabalhos. Amanhã continuam os trabalhos. Cabe à Polícia Civil acionar a Cenipa para saber as causas do acidente”, completou. 

Os policiais também foram cautelosos em relação à causa da morte dos ocupantes. “Foi um acidente com uma energia de grande impacto, que causou diversos traumas nos ocupantes”, diz o médico legista Pedro Fernandes.

Avião de Marília Mendonça cai em cachoeira próxima a Caratinga, interior de Minas Gerais Foto: Reprodução / Super Canal

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave operada pela PEC Táxi Aéreo era de modelo C90A e tinha sido fabricada em 1984. Sua situação de aeronavegabilidade (condições para voo) é "normal" e o certificado foi emitido em agosto do ano passado. 

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O caso mobilizou a atuação de policiais militares, bombeiros e profissionais do Samu, que se deslocaram ao local da queda. A população da região também foi para a área. Imagens transmitidas por uma rede local mostraram a aeronave de pequeno porte sobre as pedras da cachoeira, com a fuselagem avariada.

A retirada dos corpos envolveu um esforço que teve de levar em consideração o risco de a aeronave se deslocar pela força da água da cachoeira. Até o início da noite, os trabalhos ainda continuavam ocorrendo para a remoção de vítimas fatais cujos corpos estavam presos na estrutura danificada do avião. Iluminação artificial foi acionada para auxiliar o trabalho. 

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. A Polícia Civil de Minas Gerais informou ter enviado uma equipe de peritos para o local. O caso deverá ter investigação da Aeronáutica por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). 

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A Aeronáutica informou que investigadores Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA 3), localizado no Rio de Janeiro, irão ao local na tentativa de identificar indícios e retirar partes da aeronave para análise. "Não existe um tempo previsto para essa atividade ocorrer, dependendo sempre da complexidade da ocorrência", declarou em nota.

Duas horas antes do acidente aéreo, Marília havia postado um vídeo em suas redes sociais no qual aparece a caminho da aeronave e já dentro do avião. Nele, a artista fala sobre o fim de semana de shows em Minas Gerais e das comidas típicas da região. Veja abaixo:

Correções

O Corpo de Bombeiros corrigiu o nome do copiloto para Tarcísio Pessoa Viana

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