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Crescimento internacional impulsiona lucro do Casino em 2011

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Por Redação
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O grupo varejista francês Casino previu novo crescimento de lucro este ano depois que expansão na América Latina e na Ásia e recuperação no segundo semestre em seu mercado doméstico ajudaram a elevar o lucro operacional de 2011 em 19 por cento. O Casino definiu uma meta de crescimento de vendas de mais de 10 por cento em 2012 e garantiu que irá proteger sua participação no segmento de alimentos na França. O Casino tem se expandido para mercados emergentes de rápido crescimento, enquanto o gasto dos consumidores na Europa segue sob pressão em meio à crise de dívida da zona do euro. O grupo enfrenta agora uma nova batalha sobre controle de uma rede, desta vez, a cadeia francesa de varejo Monoprix, depois de evitar a fusão de ativos brasileiros do Carrefour com o Pão de Açúcar, no ano passado. A rede francesa reiterou nesta terça-feira que vai exercer opção para assumir o controle do Grupo Pão de Açúcar em junho. Mas o presidente-executivo do Casino, Jean-Charles Naouri, afirmou que o empresário Abílio Diniz poderá seguir como presidente do conselho da empresa brasileira se assim desejar, depois do exercício da opção pelo Casino. O Casino confirmou no final da segunda-feira que não vai vender sua participação de 50 por cento no Monoprix para o parceiro de joint-venture Galeries Lafayette, afirmando em vez disso que quer comprar a outra metade do negócio, mas somente sob um "preço justo". "O elemento internacional do balanço de lucro deve crescer mais em 2012, conforme os mercados internacionais se expandem mais rapidamente que a França, e assim que os números do Brasil forem totalmente consolidados", disse o analista Richard Cathcart, do Espirito Santo. Ele acrescentou, no entanto, que pode haver "algumas turbulências antes de junho" no Brasil, dados os desentendimentos com Diniz no ano passado. O Casino divulgou lucro operacional de 1,55 bilhão de euros (2,1 bilhões de dólares) para 2011. O vice-presidente financeiro, Antoine Giscard d'Estaing, disse no mês passado que o número ficaria acima de 1,54 bilhão. O lucro das operações internacionais cresceu 50 por cento, superando a contribuição da França, onde os ganhos anuais caíram 2,6 por cento.

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