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Em visita a Jerusalém, Obama promete apoio a Israel

Por CAREN BOHAN E ADAM ENTOUS
Atualização:

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu apoio a Israel em visita a Jerusalém na quarta-feira, em que descreveu o Estado judeu como um milagre. Buscando acalmar o eleitorado judeu dos Estados Unidos, Obama também disse, antes de reunir-se com o presidente israelense, Shimon Peres, que espera ajudar a trazer uma paz duradoura à região. Em conversa com jornalistas, o senador pelo Estado de Illinois descreveu Israel como "um milagre que floresceu" ao longo de 60 anos. Ele prometeu "comprometimento permanente" com a segurança de Israel. Usando um solidéu (pequeno chapéu) judeu na cabeça, Obama também se reuniu com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, e com o líder da oposição de direita Benjamin Netanyahu. Obama também terá encontros com a ministra israelense do Exterior, Tzipi Livni, e com o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, atualmente ameaçado de ser obrigado a deixar o cargo em meio a uma investigação de corrupção. "Sempre sou levado de volta à questão central de humanidade que o Holocausto levanta, que, de um lado, mostra a grande capacidade do homem para o mal, mas por outro, mostra nossa capacidade de nos unirmos para parar o mal", disse Obama durante visita ao museu do Holocausto Yad Vashem. Obama, que enfrentará o republicano John McCain nas eleições presidenciais de novembro, frustrou os líderes palestinos quando disse, no mês passado, que Jerusalém deve ser a capital "indivisível" de Israel. Os palestinos querem Jerusalém Oriental, predominantemente árabe e capturada por Israel em 1967, como capital de seu futuro Estado. Depois da declaração, Obama disse ter usado "uma má fraseologia" quando fez o comentário. O democrata também visitará a Cisjordânia ocupada para reunir-se com o presidente palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro Salam Fayyad. (Reportagem adicional de Joseph Nasr em Jerusalém e Wafa Amr em Ramallah)

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