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Energia de Assembleia ocupada por PMs é cortada

Por EQUIPE AE
Atualização:

O governo baiano, com o apoio das tropas federais, iniciou, na noite de domingo, a tentativa de desocupação da Assembleia Legislativa, em Salvador, onde policiais militares grevistas acampam, junto com as famílias, desde terça-feira, e de cumprimento de 11 mandados de prisão expedidos pela Justiça baiana contra os líderes do movimento, que estão no local. O abastecimento de energia elétrica no local foi cortado, por volta das 19 horas, e as tropas federais fizeram incursões no entorno do prédio, usando, entre outros veículos, os blindados Urutu do Exército, que chegaram ontem à cidade, e helicópteros. A iluminação de alguns pontos do prédio e dos holofotes instalados do lado externo é mantida por geradores de energia, usados para casos de emergência. Os policiais grevistas dizem não querer confronto com as tropas do Exército ou com os 40 integrantes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF), que chegaram ontem a Salvador para cumprir os mandados de prisão, mas avisam que vão responder eventuais atos de violência com violência. Cerca de 300 PMs amotinados aglomeram-se na frente da Assembleia "Chamem seus colegas, esta é uma noite fundamental para nossa luta", disse o líder da greve, o presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), em discurso feito por volta das 21h30. De acordo com ele, o comando da PM do Estado teria feito uma proposta pelo fim do movimento e da ocupação. "Falei com o coronel (Alfredo) Castro (comandante-geral da PM) e ele propôs anistia total e irrestrita a todos os companheiros grevistas, a incorporação de duas gratificações aos salários e a revogação de todos mandados de prisão, menos o meu", disse, aos PMs que estão no local. Em seguida, Prisco perguntou aos grevistas se aceitavam a proposta. Eles negaram. Segundo o governo, porém, não foi feita nenhuma proposta aos amotinados. "A única proposta do governo é: voltem a trabalhar", rebateu o secretário de Comunicação, Robinson Almeida. "Os mandados de prisão serão cumpridos, mais cedo ou mais tarde. Isso já saiu da esfera do Estado, é uma determinação do governo federal.

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