Maioria do STF absolve Duda Mendonça por evasão de divisas e lavagem

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Por Redação
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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já entendem que o publicitário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Duda Mendonça, e a sua sócia, Zilmar Fernandes não cometeram o crime de lavagem de dinheiro no julgamento do chamado mensalão nesta segunda-feira. Por 6 votos a 3, o STF demonstrou o entendimento que os dois, que prestaram serviços ao PT na campanha presidencial de Lula em 2002, não podem ser condenados pelo crime de lavagem de dinheiro, uma vez que não sabiam da origem ilícita dos recursos e que, portanto, não teriam porque dissimular seu recebimento. O relator da ação penal, ministro Joaquim Barbosa, se posicionou pela condenação dos dois réus pelo crime de lavagem de dinheiro na parte da denúncia que se refere aos recursos recebidos pelo marqueteiro no exterior. No trecho que trata dos recursos sacados no Banco Rural, Barbosa considerou Duda e Zilmar inocentes. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes. Já o ministro revisor do mensalão, ministro Lewandowski absolveu os dois réus. Os ministros Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello seguiram o voto do revisor. A maioria também entendeu que Duda e Zilmar não podem ser condenados pelo crime de evasão de divisas. Nove dos ministros já proferiram seus votos, até o momento, e apenas Marco Aurélio Mello votou pela condenação dos dois acusados neste crime. Como o resultado ainda não foi proclamado, os ministros podem mudar seus votos. Todos os que se pronunciaram condenaram por evasão de divisas o empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do esquema de compra de apoio parlamentar efetuado no primeiro mandato de Lula. Também prevaleceu o entendimento pela condenação de Ramon Hollerbach, sócio de Valério, e da ex-diretora de uma agência do empresário Simone Vasconcellos. Kátia Rabelo e José Roberto Salgado, integrantes do chamado núcleo financeiro ligados ao Banco Rural, receberam apenas um voto --o de Rosa Weber -- pela sua absolvição do crime de evasão de divisas. Os ministros foram unânimes em absolver Vinicius Samarane, ligado ao Banco Rural, e Cristiano Paz, sócio de Valério por evasão. E sete deles absolveram Geiza Dias, ex-funcionária de uma agência de Valério, que foi considerada culpada apenas por Marco Aurélio. (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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