Milhares de manifestantes reúnem-se nas ruas de Paris contra a reforma da Previdência

Segundo a prefeitura de Paris, o movimento teve uma participação de 3,5 mil de pessoas

PUBLICIDADE

Foto do author Redação
Por Redação
Atualização:

Milhares de pessoas protestaram neste sábado, 4, em Paris para solicitar a retirada do projeto do governo de reforma da Previdência. Atrás de uma faixa que dizia "Macron, retire seu projeto", uma passagem seguida à tarde pelas ruas da capital francesa.

Vista geral da manifestação do setor de transporte e dos coletes amarelos contra reformadaprevidência em Paris Foto: EFE/ Christophe Petit Tesson

PUBLICIDADE

Segundo a prefeitura de Paris, o movimento teve uma participação de 3,5 mil de pessoas. A mobilização contra a reforma previdenciária na França entrou hoje em seu segundo mês, uma duração sem precedentes, que excedeu o recorde de 28 dias consecutivos estabelecidos em 1986-1987, sem perspectiva de resolução até o momento.

A oposição ao projeto de governo se traduz, desde 5 de dezembro, em uma greve que perturba principalmente a circulação de trens na França e o transporte público na região de Paris.

Na terça-feira, estão previstas várias discussões com os sindicatos, que já convocaram dois dias de manifestações, na quinta e no sábado, em todo o país.

Na cidade de Marselha (sudeste), várias centenas de pessoas se manifestam neste sábado.

Jean Bergue, 72 anos, aposentado da empresa de telefonia France Telecom, nem conta mais os protestos nos quais participou. "Talvez este seja o 30º", diz ele.

Ele denuncia "um presidente que quer colocar os trabalhadores um contra o outro" e "responde com desprezo" aos protestos sociais. Também espera que "o movimento seja ampliado e endurecido ainda mais, até que o texto seja completamente removido".

Publicidade

Em Toulouse (sudoeste), dezenas de membros do movimento dos "coletes amarelos"  entraram em uma estação ferroviária e alguns bloquearam os trilhos, em apoio aos ferroviários grevistas, antes de se juntarem a centenas de manifestantes nas ruas do centro da cidade. / AFP

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.