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Moody's diz que Venezuela enfrenta risco de crédito no curto prazo

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Por Redação
Atualização:

A classificação da dívida soberana da Venezuela, já em categoria de alto risco (junk), corre riscos no curto prazo ante qualquer transição política devido à incapacidade de o presidente Hugo Chávez tomar posse em 10 de janeiro, advertiu nesta quarta-feira a agência Moody's Investors. "Independentemente de quem suceda Chávez e que parte do espectro político represente, contudo, essa oportunidade potencial é superada no curto prazo pelos riscos associados à transição política que poderiam afetar negativamente a classificação da Venezuela", disse a Moody's em comunicado. O líder socialista de 58 anos não é visto nem ouvido em público há quase um mês, pouco antes de fazer uma cirurgia em Cuba contra o câncer. O governo diz que seu quadro clínico é delicado e que Chávez não poderá tomar posse na quinta-feira para um novo mandato de seis anos, para o qual foi reeleito em outubro. A classificação da Moody's da dívida da Venezuela é de B2, com perspectiva estável, apoiada em sua riqueza petrolífera. As agências Standard & Poor's e Fitch Ratings têm uma nota mais acima para o crédito, em B+. A S&P tem perspectiva estável, enquanto que a da Fitch é negativa. (Reportagem de Daniel Bases e Luciana López)

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