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Movimento no Aeroporto de Jacarepaguá-RJ subiu 111%

Por Felipe Werneck
Atualização:

O movimento de passageiros no Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, de onde partiu o Cirrus SR22 que caiu no domingo, matando quatro pessoas, aumentou 111% na comparação de janeiro de 2007 (4.023 embarcados) com o mesmo mês deste ano (8.523). Os números são da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero). Em 2007, 81 mil pessoas embarcaram em Jacarepaguá, ante 65 mil em 2006, 68 mil em 2005, 43 mil em 2004 e 55 mil em 2003. A Infraero atribuiu o grande aumento da procura verificado em janeiro à Petrobras. "Realmente, houve aumento por conta da descoberta recente do megacampo da Petrobras. Basicamente, são passageiros de helicópteros", informou a assessoria da Infraero. O crescimento dos número de vôos na região é alvo de críticas de moradores. Hoje, o diretor da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca Odilon de Andrade e o deputado estadual Pedro Paulo (PSDB) foram à sede da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na capital fluminense para pedir o fechamento do aeroporto ou pelo menos uma redução dos vôos. A Anac impediu a reportagem de acompanhar da reunião. Um assessor da agência disse que a reportagem não poderia ficar no sexto andar do prédio, onde houve o encontro, nem mesmo do lado de fora da sala, e afirmou que a "orientação" era "aguardar lá embaixo" - na rua. O mesmo assessor afirmou que a presidente da Anac, Solange Vieira, não daria declarações. "Existe uma portaria de 2005 que autoriza apenas voôs não regulares em Jacarepaguá. A Solange comprometeu-se a entregar em 30 dias um relatório sobre o aumento do número de vôos com possíveis medidas para evitá-lo", declarou Paulo, na calçada da Rua Santa Luzia, no centro da capital. Para Andrade, as estatísticas "são importantes para confirmar aquilo que todos os moradores já sabem, que a mudança de destinação do aeroporto já aconteceu". "Não é mais só teco-teco, são helicópteros de grande porte, jatos e bimotores", disse. "Queremos que a Anac, a Infraero ou seja lá quem for não permita que isso aconteça."

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