Papa pede que bispos lutem contra corrupção na América Latina e a favor dos pobres

Apesar de recusar convite de Temer e Doria para vir ao País em setembro, pontífice diz que gostaria de visitar Aparecida

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Por Redação
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EL SALVADOR - Na comemoração dos 300 anos do milagre no Rio Paraíba do Sul com a aparição de Nossa Senhora Aparecida a três pescadores, o papa Francisco enviou uma mensagem aos bispos latino-americanos reunidos em um congresso em San Salvador para pedir que reforcem a luta contra a corrupção e pela defesa dos pobres. Bispos de 22 países participam da Plenária do Conselho Episcopal (Celam), que nesta edição tem como tema "Uma Igreja Pobre para os Pobres".

Papa Francisco acena para câmeras. Foto: EFE|Ettore Ferrari

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Na mensagem, Francisco confessou que está profundamente preocupado com os escândalos de corrupção que atingem a América Latina.

"Um grupo de pescadores que sabia enfrentar as incertezas do rio, que vivia na insegurança de não ter o que levar para seus filhos. Eles conheciam a ambivalência entre a generosidade do rio e a agressividade de suas ondas e a inclemência de um dos pecados mais graves que castiga nosso continente: a corrupção", criticou o papa. "A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos. Corrupção que destrói populações inteiras e as afunda na precariedade."

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada em 1717 no Rio Paraíba do Sul, que banha os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A cidade de Aparecida, onde fica o maior santuário católico do Brasil e o segundo maior do mundo, comemora neste ano o aniversário da aparição.

Convite recusado. O presidente Michel Temer (PMDB) e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), convidaram Francisco para as celebrações dos 300 anos de Aparecida. Apesar de o papa ter recusado o convite, alegando incompatibilidade de agenda, Francisco disse aos bispos da Celam que "gostaria de poder visitar o santuário".´

O Celam é um organismo da Igreja Católica fundado em 1955 pelo papa Pio XII. Seus dirigentes são eleitos a cada quatro anos e têm como função analisar o trabalho da Igreja no continente. /ANSA