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Parentes de brasileiras presas na Alemanha alertam para golpe: ‘Não pedimos pix para a volta delas’

Familiares de Kátyna Baía e Jeanne Paolini dizem não trabalhar com arrecadação de dinheiro; a dupla, presa por 37 dias em Frankfurt, foi libertada na última terça-feira

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Por Redação

Parentes das goianas Kátyna Baía e Jeanne Paolini, que passaram 37 dias presas em Frankfurt, na Alemanha, alertam que transferências de dinheiro com o objetivo de custear o retorno das brasileiras ao País estão sendo pedidas de forma criminosa e sem autorização das famílias das duas mulheres.

O aviso sobre o golpe foi publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, 13, no perfil Justiça Kátyna e Jeanne, do Instagram, (@justicakatynaejeanne), e compartilhado pela irmã de Kátyna, Lorena Baía, e pela advogada Luna Provázio, que atuou em defesa da dupla.

As goianas Kátyna Baía e Jeanne Paollini, que foram detidas na Alemanha. Foto: Instagram/Acervo pessoal

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“Atenção. Não estamos pedindo pix para ajudar no retorno de Kátyna e Jeanne ao Brasil. Fiquem atentos. Todas as informações oficiais serão postadas por aqui (na página)”, alertou a postagem. “Infelizmente, os criminosos tem se aproveitado do caso da Kátyna e Jeanne”, escreveu Lorena. “Não caía no golpe”.

As brasileiras foram soltas na última terça, 11, depois de ficarem por mais de um mês presas em Frankfurt, na Alemanha, acusadas de tráfico de drogas.

Quando embarcaram do Brasil para a Europa, a personal trainer Kátyna Baía, de 44 anos, e a veterinária Jeanne Paolini, de 40, tiveram a etiqueta de suas malas retiradas de forma proposital por funcionários terceirizados do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e colocadas em bagagens com cocaína, segundo as investigações.

Mesmo inocentes, as brasileiras tiveram que esperar 37 dias para serem libertadas. Foi o tempo que levou para investigações e negociações entre autoridades de Brasil e Alemanha acertarem a soltura das duas mulheres. Elas foram detidas no aeroporto de Frankfurt no dia 5 de março.

Elas ainda se encontram na Alemanha e não tem data para retorna. De férias, as duas tinham desembarcado na Europa para uma viagem de 20 dias por diferentes cidades e países do continente. Familiares afirmam que a personal trainer e a veterinária pretendem entrar com ação na Justiça contra os responsáveis pela troca de identificação da bagagem.

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O Estadão tentou contato com as famílias das brasileiras a respeito do suposto golpe da transferência bancária, mas não teve retorno até a publicação do texto. A reportagem também questionou a Secretária de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), sobre a abertura de boletim de ocorrência reportando o caso, mas também não teve resposta.

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