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PF admite reciprocidade em deportação de europeus

Por Tiago Décimo
Atualização:

O chefe da Delegacia de Imigração da Polícia Federal (PF) na Bahia, André Costa de Mello, admitiu hoje que a fiscalização de estrangeiros que chegam ao Aeroporto Internacional de Salvador foi intensificada na semana passada, após grupos de brasileiros terem sido impedidos de desembarcar no Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri, na Espanha. Desde a semana passada, doze espanhóis, um italiano e um norte-americano foram repatriados ao chegar à capital baiana. Até então, o delegado da PF descartava a tese de que a repatriação de estrangeiros estivesse ligada aos casos de brasileiros retidos no aeroporto da capital espanhola. Ele alegava que o crescimento no número de casos - em média, o aeroporto de Salvador registrava seis por mês - era fruto de "uma coincidência". Mello disse que na sexta-feira - um dia depois de sete espanhóis terem a entrada no Brasil negada por agentes da PF em Salvador - recebeu uma manifestação de apoio da Divisão de Controle de Imigração da PF, que avisou que ampliaria a determinação de fiscalizar com maior rigor a entrada de estrangeiros no País aos demais aeroportos nacionais. Porém, ele nega que esteja ocorrendo abusos nas revistas. "Não sei como está a fiscalização nos outros aeroportos internacionais do Brasil, mas em Salvador estamos apenas cumprindo as leis de imigração", disse. A PF na Bahia também divulgou hoje os nomes dos seis repatriados na madrugada de ontem - os espanhóis Antônio Baneztur, David Muñoz Garcia, Eloy Francisco Diaz Fernandez, José Ramon Alcobar Fierro e Paulo Pardon Ramon e o italiano Luca Savino. De acordo com Mello, eles foram proibidos de entrar no Brasil por não apresentarem bilhetes de volta, exigido para passageiros internacionais.

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