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PMDB oficializa apoio a Haddad na prefeitura de São Paulo

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Por Redação
Atualização:

O PMDB oficializou nesta quinta-feira o apoio do partido à candidatura do petista Fernando Haddad no segundo turno da eleição para a prefeitura de São Paulo, depois de o PT se comprometer a incorporar propostas feitas pelos peemedebistas. O anúncio do apoio, previsto para quarta-feira, foi feito em São Paulo com a presença de Haddad, do candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo derrotado no primeiro turno, o deputado federal Gabriel Chalita, e o vice-presidente Michel Temer, o presidente licenciado do PMDB. Haddad, que obteve 28,98 por cento dos votos, vai disputar o segundo turno contra o ex-prefeito José Serra (PSDB), que recebeu 30,75 por cento dos votos. Chalita foi o quarto mais votado no primeiro turno, com 13,6 por cento dos votos válidos. "Refletimos muito sobre o que é melhor para São Paulo, e Fernando Haddad representa o que é melhor", disse Chalita. Os peemebistas entregaram um documento com propostas de governo para Haddad, que se comprometeu a incorporá-las a seu plano de governo. A oficialização do apoio foi adiada, segundo disseram fontes do PMDB à Reuters, devido a pendências relacionadas ao apoio do PT ao candidato peemedebista em Natal, Hermano Moraes. O PT local ameaçou apoiar o candidato do PDT, Carlos Eduardo, na disputa pela prefeitura da capital. Sobre esse apoio, o PMDB disse que o mais importante é o compromisso de neutralidade do PT na capital potiguar. Esse é o primeiro apoio oficial à campanha de Haddad. Na quarta-feira, o PRB do candidato derrotado Celso Russomanno anunciou que ficaria neutro. Russomanno ficou em terceiro lugar com 21,6 por cento dos votos válidos depois de liderar em boa parte da disputa, chegando a alcançar 35 por cento de intenção de voto. "São Paulo e o povo sofrido merecem atenção e esforço conjunto. Quero trazer para a cidade o que Dilma e Temer fazem no plano federal", disse Haddad após o anúncio do apoio do PMDB. Temer negou, no entanto, que o acordo pelo apoio estivesse vinculado à entrega de um novo ministério no governo da presidente Dilma Rousseff ao seu partido. "Não tem nada disso", afirmou o vice-presidente, acrescentando que o acordo foi feito em torno de ideias. (Por Eduardo Simões)

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