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Premiê romeno renuncia após protestos contra governo

Por IOANA PATRAN E SAM CAGE
Atualização:

O primeiro-ministro romeno, Emil Boc, renunciou nesta segunda-feira, cedendo aos protestos de milhares de pessoas no último mês contra as medidas de austeridade no país e juntando-se a outros governos da União Europeia abatidos pela crise financeira. O presidente Traian Basescu nomeou o ministro da Justiça, Catalin Predoiu, para assumir interinamente o governo. Não ficou imediatamente claro se ele formará um novo gabinete para administrar o país até as próximas eleições, a serem realizadas no máximo até novembro, ou se ficará provisoriamente no cargo, até que Basescu analise outras opções. O Fundo Monetário Internacional, que ofereceu um empréstimo emergencial de 20 bilhões de euros (26 bilhões de dólares) à Romênia, sob a condição de que o governo cortasse gastos, informou que a saída de Boc não deverá afetar o acordo. "Não vejo necessariamente razão para que isso tenha um efeito material sobre o acordo de ajuda. Temos todas as expectativas de que o acordo irá continuar", disse à Reuters o chefe da missão do FMI em Bucareste, Jeffrey Franks. A Romênia aderiu à UE em 2007 e se comprometeu a adotar o euro como moeda em algum momento no futuro. Segundo país mais pobre do bloco, a Romênia ainda enfrenta o pesado legado econômico do regime comunista que terminou em 1989. Nos últimos meses, os primeiros-ministros da Grécia e da Itália caíram por causa da crise econômica, e os partidos que governavam Espanha e Portugal, também mergulhados em problemas com dívidas, não conseguiram novos mandatos nas urnas. O partido de Boc, o Democrata-Liberal, de centro-direita, tem menos de 20 por cento de apoio nas pesquisas e governava em coalizão com um partido da minoria húngara e um grupo de independentes. O líder da opositora aliança de esquerda USL, Victor Ponta, tem mais de 50 por cento de apoio e declarou à Reuters na semana passada que defende a antecipação das eleições e pretende continuar a trabalhar com o FMI.

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