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Quem é Piruinha, contraventor de 94 anos que será julgado e fez parte da série ‘Vale o escrito’

Mais velho bicheiro da antiga cúpula carioca, José Caruzzo Escafura é acusado de mandar matar comerciante de carros

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Foto do author Marcio Dolzan
Por Marcio Dolzan
Atualização:

A Justiça do Rio tem previsão de iniciar nesta quinta-feira, 25, o julgamento do bicheiro José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha. Ele está preso desde 2022 acusado de envolvimento na morte de um comerciante de carros na Vila Valqueire, na zona oeste do Rio. Inicialmente, o júri popular do contraventor estava marcado para acontecer no dia 9 de abril, mas foi adiado a pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ).

  • Aos 94 anos, Piruinha é o mais velho contraventor da cúpula do jogo do bicho carioca ainda vivo.
  • Apesar de sempre ter levado uma vida aparentemente simples, ele é apontado como controlador do jogo em bairros da zona norte do Rio, casos de Madureira, Cascadura, Abolição, Piedade e Inhaúma, onde sempre morou.
José Caruzzo Escafura, o Piruinha, integrava a velha cúpula do jogo do bicho Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Em 1993, ele foi um dos 14 banqueiros do jogo do bicho condenados por integrarem a cúpula.
  • À época, o caso teve grande repercussão nacional porque, pela primeira vez, todos os líderes da contravenção carioca foram condenados e presos - as penas chegaram a seis anos de prisão, mas nenhum deles cumpriu na íntegra. A responsável pelo julgamento foi a juíza Denise Frossard, da 14ª Vara Criminal do Rio.

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A história dele e de outros contraventores é contada na série Vale o Escrito, da Globoplay. O documentário conta com depoimentos do próprio Piruinha, que sempre circulou livremente pela região onde mora.

A prisão mais recente aconteceu em maio de 2022. O bicheiro foi acusado de ser o mandante da morte de Natalino José do Nascimento Espíndola, conhecido como Neto. Ele era dono de uma loja de carros e, segundo o MPRJ, foi morto por uma dívida estimada em R$ 500 mil.

O Estadão tentou contato com a defesa do contraventor para comentar as alegações, mas não obteve resposta.

No ano passado, o contraventor sofreu uma queda no banheiro do presídio e precisou ser hospitalizado. Desde então, ele responde ao processo em prisão domiciliar. O julgamento do início de abril, inclusive, seria realizado por videoconferência.

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