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'Rede criminosa' matou ex-premiê do Líbano, diz ONU

Relatório aponta que grupo começou a atuar antes do ataque a Rafik Hariri e ainda age no país

Por BBC Brasil
Atualização:

Uma equipe de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta sexta-feira, 28, que provas indicam que o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri foi assassinado por uma "rede criminosa". Hariri foi morto, junto com outras 22 pessoas, em fevereiro de 2005, em um atentado a bomba que provocou revolta no país. O novo relatório, o décimo a respeito da morte de Hariri, não revela o nome de nenhum suspeito, mas afirma que um grupo que a comissão da ONU chamou de "Rede Hariri" foi o responsável pelo assassinato, informou a BBC. A equipe da organização ainda diz que a "Rede Hariri" já existia antes mesmo do atentado e mantinha o ex-primeiro-ministro libanês sob vigilância. Segundo o relatório, pelo menos uma parte do grupo permaneceu operante depois do assassinato. Investigações anteriores elaboradas pela ONU sugeriam que os serviços secretos do Líbano e da Síria participaram do assassinato, suspeita que o governo sírio nega. Segundo a BBC, os investigadores já suspeitavam que o ex-primeiro-ministro havia sido morto por um grupo de criminosos. A comissão da ONU sugere que o grupo é responsável por outros ataques contra personalidades importantes do Líbano. De acordo com o relatório, as provas reunidas em atentados mais recentes no país estão ajudando na investigação geral. O documento também aponta progressos na identificação do suicida que matou o ex-primeiro-ministro libanês. A comissão está utilizando laudos de perícia e amostras de DNA na investigação. Lentidão O relatório reconhece que a lentidão no progresso das investigações é frustrante, mas acrescenta que a investigação não pode ser apressada. A situação política e de segurança no Líbano tem sido um problema para os funcionários da ONU que trabalham na investigação, assim como a falta de recursos da própria organização. A equipe da ONU também afirma que está contando com a cooperação das autoridades libanesas. No caso da Síria, que nega qualquer envolvimento com a morte de Hariri, o relatório diz que a cooperação tem sido "satisfatória."     BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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