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Reformas darão mais previsibilidade a Bolívia, Venezuela e Equador, diz Marco Aurélio

Mudanças constitucionais vão resultar em nova estabilidade, diz assessor da Presidência.

Por Marcia Carmo
Atualização:

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta terça-feira, em Buenos Aires, que os projetos de reforma constitucional realizados na Bolívia, no Equador e na Venezuela poderão dar "mais previsibilidade" a estes países. Marco Aurélio Garcia participou na capital argentina do seminário "As relações União Européia-América Latina e Caribe, em direção ao encontro de cúpula em Lima, Peru, em maio de 2008", realizado pela Universidade Nacional Tres de Febrero. Logo depois de sua palestra, quando questionado se estes países hoje não seriam, então, previsíveis, ele respondeu: "Estas reformas vão resultar numa nova estabilidade, com a inclusão de setores (que não estariam contemplados nas cartas em vigor)". Integração Em seu discurso, Marco Aurélio Garcia defendeu a integração regional e recordou que a América do Sul tem uma das principais reservas energéticas, de alimentos e biodiversidade do planeta. "Mas quais são nossos limites? Apesar de termos reservas energéticas, alguns países (da região) enfrentam problemas energéticos. (...) Somos ainda mal ligados de forma física (estradas). E temos um grande déficit social", disse. Para Marco Aurélio Garcia, a região registra ainda um desequilíbrio econômico, e é preciso estudar "mecanismos de solidariedade, mecanismos financeiros, com maior eficácia que os existentes". Segundo o assessor especial da Presidência, é importante que países de dimensões como Brasil e Argentina participem da "complementaridade produtiva" de países menos desenvolvidos da região. "E que a integração da União Européia e Mercosul não seja só na área comercial. Mas algo mais amplo num mundo que, esperamos, seja multipolar", afirmou. Lula e Chávez Marco Aurélio Garcia retorna nesta quarta-feira ao Brasil e deverá participar do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela, em Pernambuco. Segundo o assessor presidencial, também participarão do encontro representantes das petroleiras Petrobras e PDVSA. Lula e Chávez deverão conversar sobre o acordo energético que envolve as duas petroleiras e ainda, segundo Marco Aurélio Garcia, sobre o apoio do Brasil à produção de alimentos na Venezuela, que atualmente enfrenta desabastecimento setorial. Conforme Marco Aurélio Garcia, a recente crise entre Colômbia, Equador e Venezuela também poderá ser um dos assuntos discutidos pelos dois presidentes. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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