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Resumo do dia: fechamento da fronteira, Flávio Bolsonaro investigado, liberdade de Lula negada

Votos a favor de equiparar homofobia a racismo, almoxarifado da Vale e fala do papa sobre pedofilia também foram destaques desta quinta-feira, 21

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Por Redação
Atualização:
Acompanhe as últimas notícias do dia Foto: Montagem/Estadão

SÃO PAULO - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, decidiu nesta quinta-feira, 21, fechar a fronteira de seu país com o Brasil. No Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) investigará o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Já em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve mais um pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Quer saber os fatos mais importantes do dia? Confira abaixo as principais notícias desta quinta:

Maduro anuncia fechamento da fronteira venezuelana com o Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o fechamento da fronteira com o Brasil e avalia fazer o mesmo com a divisa com a Colômbia. A decisão ocorre a dois dias de a oposição venezuelana iniciar uma operação com auxílio dos dois países vizinhos e dos Estados Unidos para entregar ajuda humanitária à Venezuela. 

Venezuelanos voltam ao seu país depois de comprar comida na cidade de Pacaraima, em Roraima, no Brasil, antes do fechamento da fronteira Foto: Ricardo Moraes/Reuters

MPF no Rio vai apurar suspeita de lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) foi incumbido pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, praticou crime de lavagem de dinheiro na negociação de imóveis.

Flávio Bolsonaro, senador pelo PSL-RJ Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

Fachin nega liberdade a Lula

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O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou mais um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado pela Lava Jato e preso desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato Foto: Mauro Pimentel/AFP

Bombeiros localizam almoxarifado da Vale em Brumadinho

Equipes do Corpo de Bombeiros encontraram o almoxarifado da mineradora Vale soterrado pelos rejeitos no rompimento da barragem 1 da mina Córrego do Feijão no dia 25 de janeiro, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Um helicóptero sobrevoa a cidade de Brumadinho, buscando vítimas após o rompimento da barragem Foto: Wilton Junior/Estadão

Após 4 votos para enquadrar homofobia como crime de racismo, julgamento é suspenso no STF 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin votaram para equiparar a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. Assimo como havia feito o ministro Celso de Mello, eles reconheceram a omissão inconstitucional do Congresso ao não votar matéria sobre o tema. O julgamento foi suspenso e ainda não há data definida para ser retomado.

Protesto no Palácio do Planalto. Atualmente, não existe na legislação brasileira crime de homofobia Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Em cúpula histórica, papa Francisco diz que povo espera medidas concretas contra pedofilia

O papa Francisco afirmou que o “povo de Deus” espera “medidas concretas” contra a pedofilia na Igreja Católica, na abertura de uma cúpula histórica no Vaticano sobre o tema. “Precisamos ser concretos”, disse o pontífice diante de cerca de 200 líderes da Igreja Católica de todo o mundo, depois de reconhecer que “o povo de Deus nos observa e espera não óbvias e simples condenações, e sim medidas concretas e eficazes”. No evento, ele apresentou uma lista com 21 propostas de medidas de punição e prevenção a abusos sexuais no meio religioso, o que inclui mudanças na lei canônica.

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“Escutemos o grito das crianças que pedem justiça”, pediu o papa Foto: Vincenzo Pinto / AFP

PF faz buscas no caso Marielle

A Polícia Federal realizou operação no Rio de Janeiro para cumprir oito mandados de busca e apreensão relacionados ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. De acordo com a PF, a apuração mirou possíveis ações que estariam sendo praticadas para criar obstáculos e atrapalhar as investigações dos homicídios que completam um ano em 14 de março.

Marielle Franco discursa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 21 de fevereiro deste ano; família moveu processo contra a rede social após postagem de informações caluniosas e inverídicas sobre a vida da vereadora Foto: Renan Olaz/CMRJ

Corregedor enviará à PF foto de senador suspeito de votar duas vezes

O corregedor do Senado, Roberto Rocha (PSDB-MA), enviará ainda nesta semana para a Polícia Federal a imagem do voto do senador Mecias de Jesus (PRB-RR), que, segundo a revista Crusoé, é um dos principais suspeitos de fraudar a votação para presidente da Casa. A Corregedoria também encaminhará à autoridade policial todas as imagens das câmeras de segurança e dos celulares de senadores que registraram a votação para a escolha do presidente do Senado. 

Plenário do Senado Federal Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Onyx diz que governo acompanha investigação e descarta demissão de ministro do Turismo

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, descartou a hipótese de demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, neste momento, alegando que há uma investigação sobre a responsabilidade de criação de candidaturas "laranja" do PSL em Minas Gerais.

Ministro-chefe da Casa Civil contradiz presidente, que confirmou medidas em evento pela manhã pelo próprio Bolsonaro Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

Nas contas do operador de R$ 100 milhões, Banco Central acha R$ 396,75

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O Banco Central bloqueou R$ 396,75 do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado como operador de propinas do PSDB. A juíza Gabriela Hardt havia ordenado o confisco de R$ 100 milhões do engenheiro, preso na terça-feira, 19, na Operação Ad Infinitum, a 60ª fase da Lava Jato.

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza Foto: JF Diório|Estadão

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