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Senado uruguaio aprova projeto de adoção por casais gays

'Com essa iniciativa, crianças terão garantia que não ficarão em orfanatos por muito tempo', disse senadora

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Por Redação
Atualização:

O Senado uruguaio aprovou nesta quarta-feira, 16, um projeto de lei que permitirá a adoção de crianças por casais homossexuais. A governista Frente Ampla conseguiu 17 dos 25 votos em disputa e derrotou a bancada conservadora do Partido Nacional, que questionou a medida.   O projeto, que agora deverá passar à Câmara dos Deputados, prevê uma redução no tempo para a aprovação de processos de adoção, além de concentrá-los somente no Instituto da Criança e do Adolescente.   "Quando essa iniciativa for aprovada, a criança terá garantia de que não ficará em orfanatos por muito tempo", disse a senadora Margarita Percovich, a qual explicou que, com a lei, os recém-nascidos deverão ser entregues às suas famílias adotivas em 45 dias e, as crianças maiores de 2 anos, em 90.   Os opositores questionaram a adoção de crianças por casais homossexuais. Segundo o senador Francisco Gallinal, "o ambiente em que a criança cresce e se desenvolve acaba por condicioná-la".   Eles também contestam o papel do Instituto da Criança como o único a tratar sobre o tema no país. Para o senador Carlos Moreira, é ruim que se tire poder da Justiça e do Movimento Familiar Cristão, "que tem história, conhecimento, e realiza um trabalho fundamental há muitos anos".

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